domingo, 19 abril 2026
ABRIL AZUL

Menina autista desenvolve habilidades com ajuda de cadela em Cosmópolis

Ana, de 11 anos, encontrou no adestramento uma forma de se expressar e ganhar autonomia
Por
Thayla Nogueira
Ana Vidoi e sua cadela Atena. Foto: Thayla Nogueira/TV TODODIA

Em meio ao Abril Azul, mês de conscientização sobre o autismo, uma história de Cosmópolis tem chamado a atenção pelos avanços no desenvolvimento de uma criança por meio do vínculo com um animal. Ana Beatriz, de 11 anos, diagnosticada com autismo, encontrou na cadela Atena uma forma de ampliar a comunicação, desenvolver habilidades e ganhar mais autonomia no dia a dia.

Segundo o pai, Junior Vidoi, os primeiros sinais apareceram ainda na infância, mas o diagnóstico da menina foi confirmado apenas perto dos 9 anos. Com o início dos tratamentos e terapias, a família buscou alternativas que pudessem estimular o desenvolvimento da criança, e foi nesse contexto que a cadela passou a fazer parte da rotina. “A Atena, eu chamo que é a cola social da Ana, foi muito mais do que eu imaginava”, afirma o pai.

Mudanças na socialização
De acordo com Vidoi, a principal mudança aconteceu na socialização. Segundo ele, Ana passou a interagir com mais autonomia em situações cotidianas. “Ela começou a conversar com as pessoas sem ter o pai e a mãe como intermediário”, relata.

Desenvolvimento com adestramento
Com o tempo, Ana passou a treinar a própria cadela, atividade que se tornou parte importante da rotina e também uma ferramenta de desenvolvimento. “Treinar a Atena é como uma terapia pra mim… ela é muito inteligente”, diz a menina.

Segundo Ana, a prática trouxe reflexos no comportamento e no desempenho escolar. “Melhorou muito meu foco na escola, e eu aprendi vários jeitos de enfrentar meus problemas”, afirma.

Visibilidade e confiança
A evolução também passou a ser compartilhada nas redes sociais. Ana criou a página “Vem Ver Nosso Mundo”, onde publica vídeos dos treinos, passeios e momentos com a cadela. “Eu gosto de mostrar as trilhas que eu faço com a Atena e os adestramentos”, conta.

A iniciativa ajudou a reduzir o medo de se comunicar. “Eu tinha muito medo de falar com pessoas, agora não tenho mais tanto problema”, relata.

Para a família, a transformação superou as expectativas. “A gente não imaginou que ia ser tão grande, que ela ia ver um mundo que era tão pequeno se abrir dessa maneira”, diz o pai.

No fim, a própria Ana resume o aprendizado que carrega. “O autista pode fazer o que ele quiser, o autismo não significa que você é burro.”

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