quinta-feira, 13 agosto 2026
ACIDENTE FATAL

No dia em que filha faria 16 anos, mãe volta ao local onde jovem morreu em acidente em Americana

Jéssica Mayara Moraes levou fotos, objetos pessoais e uma vela ao local da tragédia que matou Lídia e a amiga Maria Eduarda, em Americana
Por
Cristiani Azanha
Mãe tenta lidar com a dor da perda. Foto: José Eduardo Milani/TV TODODIA

Jéssica Mayara Moraes voltou na quinta-feira (13) ao local onde a filha, Lídia Moraes Aguiar, morreu em um acidente de trânsito em Americana. A data foi ainda mais dolorosa para a família: Lídia completaria 16 anos. Em vez de comemorar o aniversário da filha, Jéssica levou ao local cartazes com fotografias, pertences pessoais, uma vela de 16 anos e o último álbum de formatura de Lídia. Na última página do álbum do ensino fundamental, uma mensagem sobre um novo ciclo da vida da adolescente ganhou outro significado após a tragédia.

“Esse condutor tirou a vida dela”
Emocionada, Jéssica falou sobre a dor de enfrentar o aniversário da filha sem poder tê-la ao lado. “Esse condutor tirou a vida dela. Só quero que ela possa descansar”, desabafou a mãe. Para a família, a data que deveria marcar uma nova etapa na vida de Lídia se transformou em um dia de saudade e de cobrança por justiça.

Acidente matou duas adolescentes
Lídia e Maria Eduarda de Souza Almeida, ambas de 15 anos, eram amigas inseparáveis e estudavam na Etec Polivalente. Na noite do acidente, as duas estavam no banco de passageiros de um carro que transportava sete pessoas. O veículo perdeu o controle em alta velocidade e bateu contra uma árvore, em frente ao Bandini, em Americana. As duas adolescentes morreram no local.

Segundo a investigação da Polícia Civil, o motorista trafegava em velocidade incompatível com a via e teria assumido o risco de provocar o resultado. Ele foi indiciado por duplo homicídio com dolo eventual. A tese foi aceita pelo Ministério Público, e o caso passou a tramitar como processo criminal.

Família pede justiça
A dor da família também se transformou em uma mobilização por justiça. Recentemente, familiares e amigos de Lídia e Maria Eduarda fizeram uma passeata pelas ruas de Americana. A caminhada começou no local da colisão e terminou em frente ao Fórum.

Vestidos de branco e carregando rosas, cartazes e faixas, os participantes pediram agilidade no processo e que o motorista seja levado a julgamento pelo Tribunal do Júri.

Memórias que ficaram
Na quinta-feira, ao retornar ao local da tragédia, Jéssica levou objetos que representam diferentes momentos da vida da filha, entre eles o álbum de formatura. A mensagem escrita na última página falava sobre o início de um novo ciclo para Lídia.

A família jamais imaginava que aquele seria o último álbum da adolescente. Agora, a mãe tenta transformar a saudade em força para continuar cobrando justiça e preservar a memória da filha e da amiga que também perdeu a vida naquela noite.

A reportagem entrou em contato com a defesa do motorista para que se manifestasse sobre o andamento do processo e as alegações apresentadas pelas famílias, mas não recebeu retorno até o fechamento desta edição.

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