segunda-feira, 24 junho 2024

Escolas terão câmeras e alarmes em Santa Bárbara

Reportagem e texto: Roberto Miamoto
Após ocorrências de invasões, furtos e vandalismo nas últimas semanas em escolas municipais de Santa Bárbara d’Oeste, a prefeitura anunciou ontem, na Câmara de Vereadores, que vai contratar uma empresa para instalação de câmeras de monitoramento, alarmes sonoros e vigilância nas unidades de ensino.

A informação é dos secretários de Educação, Tânia Mara da Silva, e de Trânsito, Segurança e Defesa Civil, Rômulo Gobbi, e foi divulgada durante uso da Tribuna Livre, convocados pelos vereadores Isac Sorrillo (DEM) e Alex Backer (PRP) para esclarecimentos sobre insegurança nas escolas da cidade.

Uma concorrência pública para a contratação de uma empresa, segundo Gobbi, já está em andamento na prefeitura. “O nosso patrulhamento, aliado à tecnologia, certamente fará com que tenhamos bons resultados”, disse.

Não foram informados, porém, o valor a ser investido e nem a quantidade de equipamentos.

As medidas estão sendo anunciadas após o furto ocorrido no mês passado no interior do Ciep Dom Eduardo Koiak, no Planalto do Sol II, quando um ladrão adentrou as dependências da escola sem maiores dificuldades e furtou R$ 600 de professoras que estavam dando aulas.

No dia seguinte ao furto, pais de alunos fizeram protestos em frente da escola, cobrando da Secretaria de Educação reforço da segurança.

Segundo a secretária de Educação, Tânia Mara, o caso no Ciep Dom Eduardo foi algo anormal e pontual, e a prefeitura está mudando a portaria da escola, cuja obra está quase pronta. A partir de agora, para entrar na unidade o visitante precisa se identificar primeiro pelo lado de fora. Além disso, será colocado um vigia.

“É para materializar para os pais que o que ocorreu no local foi algo anormal e eles observarem que medidas estão sendo adotadas. Após o episódio, todas as unidades receberam orientações para cumprir o protocolo, a fim de evitar novos acontecimentos. Nosso protocolo determina que a pessoa para entrar na escola precisa ser anunciada”, explicou a secretária na Câmara.

Ela defendeu também um trabalho de interlocução com a comunidade. “Temos 53 escolas e estamos solicitando ajuda, um olhar atento dos vizinhos, e a qualquer atitude suspeita, avisar a Guarda Municipal. É preciso que tenhamos a comunidade cuidando de sua escola e temos obtido êxito a bem do patrimônio público”, contou. “Não é erguendo os muros e construindo grades que vamos resolver os problemas de invasores, furtos e danos. É preciso maior conscientização e educação das pessoas”, avaliou.

EQUIPAMENTOS
O secretário Rômulo Gobbi afirmou que o estudo para aumentar a segurança nas escolas apontou para a instalação de câmeras de monitoramento, alarmes e vigilância, de acordo com a peculiaridade e vulnerabilidade de cada unidade. “Umas precisam de câmeras e alarmes; outras, só alarmes; outras, só vigias”, exemplificou.

O secretário destacou que a Guarda Municipal tem intensificado o patrulhamento ostensivo com a finalidade de diminuir o número de invasões e furtos nas escolas.

Ele informou que, nos próximos meses, a Guarda irá comprar mais quatro viaturas para o policiamento e que a corporação tem um efetivo maior do que a Polícia Militar, que tem o dever constitucional de proteger o cidadão. “À Guarda cabe zelar pelo patrimônio público, mas como a PM não dá conta, nós a auxiliamos”.

Outros assuntos, como a instalação de redutores de velocidade e mudança de mão de direção na frente das escolas, foram tratados pelos vereadores ontem. “Caso seja conveniente, a Secretaria fará as alterações. O importante é que as escolas sejam protegidas também do excesso de velocidade”, afirmou.

OUTROS CASOS
Em fevereiro, no primeiro dia de aula, três professoras do Caic Irmã Dulce, no Jardim Santa Rita de Cássia, foram vítimas de furto. Enquanto elas estavam com os alunos, desconhecidos entraram nas salas de aula e furtaram celulares e dinheiro nas bolsas delas.

Em abril, ladrões furtaram, durante a madrugada, a Emei Antonio Mollon, localizada na Rua do Níquel, 867, no bairro Mollon, e levaram produtos da merenda escolar das crianças.

Ainda em abril, um furto deixou a Emei (Escola Municipal de Educação Infantil) Neuza Carleto, no Jardim Pérola, sem energia elétrica em um período do dia, mas sem prejudicar as aulas. Um dos suspeitos de participar do crime foi detido com o relógio medidor de energia da instituição e fios de cobre.

 
 

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