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Fazenda Solar de Americana vai servir de modelo

Unidade da CPFL Energia inaugurada ontem é pioneira na geração de energia compartilhada

A Fazenda Solar de Americana, oficialmente lançada ontem pela CPFL Energia, é pioneira na geração de energia compartilhada, e vai servir de modelo para empreendimentos similares em todo o interior.  

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Instalada com investimento de R$ 4,6 milhões ao longo de cinco meses, o complexo local – instalado na gleba de 16.840 metros quadrados, às margens da Avenida São Jerônimo – nasce com oito parceiros comerciais.  

A direção da distribuidora pretende negociar com o poder público e levar a energia alternativa – barata e renovável – para prédios da administração. O prefeito Omar Najar (MDB) esteve no evento e já ensaiou a aproximação com o grupo (leia abaixo).  

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O empreendimento foi implementado pela Envo, braço da CPFL Energia voltado para o desenvolvimento de energia limpa e para o fechamento de contratos privados, empresariais ou residenciais.  

O descerramento da placa simbólica de inauguração aconteceu na manhã de ontem. Nos próximos dias, a placa será transferida para a fazenda.  

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A distribuidora aposta na exploração comercial da energia fotovoltaica, com a instalação de 3.320 módulos de captação da luz do sol e potência instalada de 1,12 MW, o suficiente para abastecer cerca de 738 residências. A produção de energia com o recurso renovável vai evitar a emissão de 131 toneladas de CO2 na atmosfera, o que equivale ao plantio de aproximadamente 900 árvores.  

“A construção da usina solar em Americana vai ampliar o portfólio de fontes renováveis da companhia e dará sua contribuição para a preservação do meio ambiente”, avalia o diretor Comercial da CPFL Soluções e Envo, Flávio Souza.  

Ele explica que a distribuidora já possui duas fazendas solares em sua área de atuação. A de Campinas, que serve para pesquisas e desenvolvimento tecnológico da própria distribuidora, e a do Capim Branco, em Uberlândia (MG), que fornece energia voltaica para um único cliente privado.  

A usina de Americana, explica, é a primeira fazenda solar instalada com um grupo de parceiros privados. Eles são cotistas do próprio empreendimento, e investem no negócio parte da economia gerada no consumo de energia. Trata-se um consórcio entre clientes e a companhia. As cotas se tornam créditos na conta de luz das unidades. Pelas estimativas da empresa, os compradores podem ter redução de até 10% nos custos com consumo de energia.  

SÓ O COMEÇO  

De acordo com o presidente da CPFL Energia, Gustavo Estrella, a usina de Americana é um verdadeiro campo de testes para uma tecnologia nova, que ainda tem muito a crescer. E os contratos, diz, devem beneficiar também o setor público. Ele cita hospitais, por exemplo, que economizam muita energia após a instalação de painéis fotovoltaicos. “A aplicabilidade é gigantesca. A energia renovável é uma tendência sem volta”, diz.  

Ele explica que a fazenda solar local já tem seus parceiros definidos, mas que havendo mais contratos é possível adequar a estrutura. O conjunto de painéis pode ser instalado em outras cidades, principalmente outras da região, onde as condições atmosféricas são perfeitas para o negócio, com índices adequados de luz solar, o ano todo. 

SAIBA MAIS 

A energia fotovoltaica vem ganhando o mercado há uma década. A economia alcançada tem atraído um número cada vez maior de adeptos, a cada dia, e a instalação de painéis fotovoltaicos é executada por diversas empresas do segmento. A vantagem para o consumidor residencial, no caso, é que o excedente da energia solar captada pode ser absorvida pela rede de distribuição, e se converter em créditos na conta de luz. Do total da matéria energética brasileira, apenas 1,22% é produzido por meio dos sistemas solares fotovoltaicos. Em 2019 era equivalente a 2,4 GW de potência instalada. Mas o setor está em ascensão. Em 2018, esse número era de 1,19 GW. 

PROJETO DARÁ INCENTIVO  

A Câmara dos Deputados deve analisar, até o final do mês que vem, o projeto de lei que estabelece as regras para o consumo da energia que é distribuída.  

O projeto se propõe a democratizar o acesso à energia solar, oferecendo subsídios a pequenos geradores.  

As alíquotas serão distintas, dependendo do tamanho da geração. O consumo residencial, no caso, terá o benefício de subsídios maiores.  

A elaboração do projeto passou por longas conversas com a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), empresas do setor solar, distribuidoras e Ministério de Minas e Energias, na busca de consenso e correção de distorções. 

CPFL DESCARTA ASSUMIR USINA DE CARIOBA 

O prefeito Omar Najar (MDB) sugeriu, ao microfone, uma parceria com a CPFL Energia para a reativação da velha usina hidrelétrica de Carioba, durante a inauguração oficial da Fazenda Solar de Americana, ontem. A CPFL não vê chances de isso acontecer agora.  

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INAUGURADA | Omar participou da solenidade ontem

A estrutura da usina de Carioba voltou a pertencer ao município ainda no primeiro mandato de Omar à frente do Executivo, e integra o grupo de imóveis de valor histórico da antiga vila operária. Na visão de Omar, a usina tem capacidade para fornecer energia para até 400 residências.  

Uma eventual proposta de parceria ainda precisaria ser lapidada, mas o presidente da companhia, Gustavo Estrella, afirma que a hidrelétrica de Carioba, erguida na primeira metade do século passado, não faz parte dos atuais projetos de investimento da empresa.   

Segundo ele, a reativação da unidade, por enquanto, é considerada financeiramente inviável.  

ELOGIOS  

Durante o evento, Omar elogiou o empreendimento da CPFL Energia e admitiu o possível uso da energia renovável em projetos públicos futuros. 

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