sexta-feira, 24 abril 2026
EXTREMA VIOLÊNCIA

Bem-Estar Animal descarta ataque de onça em morte de filhote de pitbull em Hortolândia

O DPBEA de Hortolândia informou que laudo técnico descartou a hipótese de ataque de animal silvestre na morte de um filhote de pitbull encontrado no quintal de uma casa no Parque São Miguel.
Por
Vagner Salustiano
Caso é investigado pela equipe do Departamento de Proteção e Bem-Estar Animal. Foto: Prefeitura de Hortolândia

O DPBEA (Departamento de Proteção e Bem-Estar Animal) de Hortolândia descartou a possibilidade de que o filhote de pitbull morto com sinais de violência no quintal de uma residência no Parque São Miguel tenha sido atacado por uma onça. O caso veio a público na quinta-feira, embora o animal tenha sido encontrado já sem vida na manhã do último sábado, após a madrugada do dia 18.

Segundo os tutores, o filhote apresentava grandes lacerações e perfurações nas patas, no tronco e na cabeça, além de muito sangue espalhado pelo quintal. Em meio às marcas no local, moradores relataram ter visto sinais que pareciam patas de um animal de grande porte, o que levantou a suspeita inicial de ataque por felino silvestre.

Laudo descartou ataque silvestre
De acordo com nota emitida pelo Bem-Estar Animal de Hortolândia, “está descartada a possibilidade de o cachorro ter morrido por ataque de animal silvestre”. O órgão informou que o laudo técnico da autópsia, elaborado por um veterinário do próprio departamento, afastou a hipótese de ataque de onça.

A nota, no entanto, não apontou qual teria sido a causa da morte do animal.

Preocupação entre moradores
A situação causou apreensão entre familiares e vizinhos. O Parque São Miguel fica em uma área central de Hortolândia, próximo ao Remanso Campineiro e ao Parque Ortolândia, em uma região conectada por áreas verdes.

Os próprios moradores acionaram órgãos municipais para relatar o caso e providenciar a destinação do corpo do animal. Eles também relataram que uma onça-parda teria sido vista em área verde próxima nos últimos dias.

Veterinário falou sobre o caso
Ainda na quinta-feira, o médico veterinário do departamento, Paulo Mancuso, esteve no local e afirmou que a possibilidade de ataque por animal silvestre já era considerada muito pequena.

“Motivo nenhum (para pânico). Até porque já adianto que a possiblidade de isso ter sido um acidente por agressão de um animal silvestre a um animal doméstico é muito pequena hoje. Embora a gente não tenha feito um exame mais aprofundado no cadáver, que está sendo descongelado. Tenho que salienta que o animal (a onça) não foi visto dentro do quintal. Existe uma suspeita porque teria sido vista uma onça-parda nas imediações”, apontou o veterinário.

Outras possibilidades
Segundo a prefeitura, Hortolândia abriga diversos animais silvestres em matas e áreas verdes conectadas por corredores ecológicos. Entre eles estão mamíferos, répteis e aves que circulam entre municípios da região.

Mancuso destacou que a presença desses animais em áreas urbanas tem se tornado mais comum por causa da perda de habitat, mas reforçou que isso não permite concluir que o filhote tenha sido atacado por uma onça-parda.

“Como as onças pardas realmente têm perdido espaço na malha urbana na região, não só em Hortolândia, pode ser até que exista uma onça-parda convivendo nas áreas verdes próximas daqui. O que não justificaria concluir que foi ela que fez essa agressão”, acrescentou Mancuso.

No mesmo local, há também uma pitbull fêmea adulta, de três anos, que não foi atacada. Segundo o veterinário, existe a possibilidade de que o próprio animal que convivia com o filhote tenha causado a agressão, embora outras hipóteses também sigam em análise.

“A chance é mínima. Existem outras possibilidades deste tipo de agressão, inclusive do próprio animal (a fêmea pitbull) que convivia com ele. Porque o filhote pode estressar o animal adulto e, embora seja uma fêmea mansa, ela pode vir a agredir o filhote. Como podem existir outras possibilidades. As possibilidades ficaram mais visíveis após a necrópsia do animal”, acrescentou o veterinário.

Canais de atendimento
O departamento orienta que, ao avistar animal silvestre de médio ou grande porte e se sentir ameaçado, a pessoa mantenha a calma e acione os órgãos responsáveis.

O Corpo de Bombeiros atende pelo telefone 193. Já o Departamento de Proteção e Bem-Estar Animal pode ser acionado pelo celular (19) 99979-9406 ou pelo WhatsApp (19) 99979-5115.

Receba as notícias do Todo Dia no seu e-mail
Captcha obrigatório

Veja Também

Veja Também