
Hortolândia obteve novamente um índice “A” no Ranking da Qualidade da Informação Contábil e Fiscal no Siconfi, que mede a qualidade das informações contábeis e fiscais prestadas pelos entes federados ao Governo Brasileiro. É a segunda vez que a Prefeitura hortolandense conquista a nota máxima.
A informação foi divulgada na última semana no site da STN (Secretaria do Tesouro Nacional), vinculada ao Ministério da Fazenda.
Neste ano, o município alcançou 189.233 pontos nos quatro parâmetros da avaliação, o equivalente a 97% do total de pontos possível, alcançando a posição de número 371 no País e a 4ª na RMC (Região Metropolitana de Campinas).
À frente de Hortolândia na região, estão Valinhos (na 30ª colocação nacional, com 99,7% dos pontos possíveis), Santa Bárbara d’Oeste (212ª posição, 98,0%) e Pedreira (312ª, 97,4%). A pior colocação na RMC é de Cosmópolis, na 5.007ª posição nacional, com 54,1% dos pontos.
Apenas cinco municípios brasileiros alcançaram 100% dos pontos, ou 195.000 pontos: Belo Horizonte/MG, Serra/ES, Vila Velha/ES, Capitão/RS e Morro Reuter/RS.
Qualidade das informações é a base
O ranking avalia a capacidade de transparência e prestação de contas de todos os 5.570 municípios brasileiros.
O ICF (Indicador da Qualidade Contábil e Fiscal) do Siconfi (Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro) leva em conta a qualidade das informações fiscais, assim como a consistência dos relatórios e demonstrativos contábeis, compartilhadas pelos municípios no exercício (ano) 2025.
Conforme explica a STN, por meio deste índice, “é possível verificar o desempenho das cidades brasileiras na aplicação dos conceitos contábeis e fiscais no envio de dados para o Tesouro Nacional, permitindo maior transparência e confiabilidade em relação aos dados”.
Índice A tem dupla importância
Segundo o secretário-adjunto de Finanças de Hortolândia, Eduardo Marques, o reconhecimento trazido pelo “Selo A” tem dupla importância para a Prefeitura.
Primeiro, atesta a transparência nas informações contábeis e fiscais, em âmbito nacional. E também se associa a outro ranking, o Capag (Capacidade de Pagamento), de “boa pagadora”.
Por este motivo, neste ano, a Prefeitura de Hortolândia também conseguiu aumentar sua nota no Capag, de B para B+.
“Quando recebe nota A, o município fica autorizado a receber financiamentos federais, estaduais e internacionais para poder investir na cidade. Quando você tem esse ‘selo A’, de qualidade da informação, e tem também o endividamento baixo, poupança corrente e liquidez, consegue se mostrar bom pagador e buscar crédito”, explicou Marques.
“Isso é importantíssimo para o investimento. Nenhuma cidade consegue investir forte na sua infraestrutura, nas suas políticas sociais, se não tiver um bom ranking, se não tiver nota A”, acrescentou o secretário-adjunto.
Sobre o Ranking Siconfi
A metodologia adotada pela Secretaria do Tesouro Nacional usada no Ranking Siconfi 2026 é dividida em quatro dimensões e considera a capacidade dos entes federativos (municípios, estados e União) de apresentar relatórios fiscais e demonstrativos contábeis no Sincofi.
O indicador confronta as informações fiscais e contábeis para avaliar a gestão das informações prestadas, considerando dados como as declarações de contas anuais, a matriz de saldos contábeis e os relatórios de execução orçamentária e gestão fiscal.
De posse destes dados, a Secretaria do Tesouro Nacional realiza análises e verificações técnicas para avaliar o cumprimento da legislação, das instruções legais e das guias de preenchimento no Sincofi.





