
A concessionária Rumo Logística e a Prefeitura de Hortolândia inauguraram na manhã de segunda-feira (13) o novo viaduto sobre a linha férrea entre a Vila São Francisco e a Vila Real, na região central da cidade. A obra começou em 2024 e recebeu investimentos de cerca de R$ 60 milhões da concessionária.
O novo viaduto foi construído para substituir a antiga passagem em nível sobre os trilhos, desativada definitivamente nesta segunda. Segundo as autoridades, a entrega elimina riscos de acidentes e interrompe um histórico de bloqueios no trânsito durante a passagem de composições de carga da Rumo, algumas com até 2,5 quilômetros de extensão.
Fim da passagem em nível
De acordo com as autoridades presentes à cerimônia, a obra elimina cerca de três horas diárias de paralisação no trânsito entre as avenidas Santana e São Francisco de Assis. A expectativa também é evitar uma média de cinco acidentes por ano registrados na antiga travessia sobre a linha férrea.
Além de encerrar os congestionamentos causados pela passagem de trens na região central, o viaduto cria uma ligação direta entre os dois lados da cidade separados pelos trilhos.
Ligação entre corredores viários
O novo viaduto conecta a Avenida Santana, na Vila São Francisco, à Avenida São Francisco de Assis, na Vila Real. De forma mais ampla, a estrutura também faz a ligação entre a Rua Argolino de Moraes e a Rodovia Jornalista Francisco Aguirre Proença (SP-101), além de facilitar o acesso à Avenida Thereza Ana Cecon Breda, que liga Hortolândia a Sumaré, e à Rodovia Anhanguera (SP-330).
A intervenção incluiu ainda a construção de uma rotatória de acesso ao novo viaduto, pavimentação, sinalização e instalação de iluminação pública.
Autoridades destacam impacto
O prefeito Zezé Gomes (Republicanos) comentou a importância da obra para o fluxo viário da cidade. “Estamos preparados para isso (o aumento no tráfego). Essa, na verdade, é uma ação muito rápida, porque aqui esse viaduto liga a SP-101 e liga a Rodovia Anhanguera, que está praticamente toda duplicada. Falta um trecho da Santana e um outro trechinho descendo de Sumaré até a Adere. Aqui vai ser um fluxo muito rápido e, com certeza, tudo duplicado. Já está também com redutor de velocidade. E, além disso, nós temos grandes viários que comportam também o escoamento do trânsito para outro local”, afirmou Zezé Gomes.

O ministro dos Transportes, George André Palermo Santoro, afirmou que a obra integra as contrapartidas previstas na renovação do contrato de concessão da ferrovia Malha Paulista. “Na verdade, isso é uma negociação, uma renovação do contrato, e a gente unificou todas as demandas das prefeituras. É uma obra para resolver com conflito (viário) urbano. Então, isso entra como uma contrapartida para dar vantajosidade da renovação do contrato. Foi por isso que foi incluída, uma obra de R$ 57 milhões, muito importante, que aumenta a segurança viária, diminui o risco da população e melhora o fluxo da concessionária. A concessionária também vai melhorar o transit time (tempo de entrega) dela em relação ao que tinha antes no passado”, apontou o ministro.
“A gente vai abrir a via hoje, vai voltar a ter um fluxo. A previsão aqui é passar 30 mil veículos nesse viaduto, e resolver esse conflito urbano com mais segurança. A gente vai ter uma solução para um problema antigo, uma demanda antiga da população, e que a gente vai poder ter essa entrega. A gente passou ali agora, o trem acabando de passar ali, parando a cidade durante bastante tempo”, acrescentou George Santoro.
Moradores e trabalhadores aprovam
Quem passa diariamente pelo local também relatou melhora com o fim da passagem em nível. O entregador Cláudio Silva Oliveira comentou a mudança na circulação da região. “(O trânsito) não para mais. Antigamente eu passava muito pela linha do trem, e às vezes é arriscado também, mas é o caminho que a gente tinha para ir trabalhar. Agora, como tem a ponte, a gente pode pegar ciclofaixa numa boa. Facilita bastante para a gente trabalhar, porque a gente usa essas motinhas para trabalhar. O que eu achei foi a rotatória, porque ficou meio ‘fechando’ a ponte ali, sabe? Aí o cara tem que fazer aquele contorno para entrar aqui na ponte, e a rotatória ficou na frente”, apontou.

Características da estrutura
O novo pontilhão tem 240 metros de extensão total e 21 metros de largura, com quatro pistas, sendo duas em cada sentido. A estrutura conta com calçada simples de um lado e passeio com ciclovia pintada de vermelho do outro.
O viaduto é composto por 50 vigas de concreto armado, com peso de até 55 toneladas cada e extensão entre 26 e 33 metros. O tabuleiro foi executado com 2.600 peças de concreto armado.
Também foi construída uma nova rotatória no acesso ao viaduto, na confluência da Avenida Santana com a Rua Argolino de Moraes. Segundo o secretário de Mobilidade Urbana, antes da obra o trecho recebia cerca de 22 mil veículos por dia. Com a nova ligação e a atração de tráfego, a previsão é de aproximadamente 30 mil veículos diários.
Nos próximos meses, ainda deve ser erguido um muro paralelo à linha férrea para impedir a travessia pelos trilhos. Outra etapa prevista é o prolongamento da Rua Sebastião de Paula, no Centro Pastoral Dom Bruno Gamberini, até a Avenida Amélia Basso Breda, passando por baixo do novo viaduto.





