quinta-feira, 11 dezembro 2025

PM liberta dois reféns em Hortolândia

Sequestradores foram presos e alegam que homens integram facção criminosa; vítimas negam

A polícia foi acionada por testemunhas que viram quatro homens retirando outros dois do porta-malas de um Prisma de cor branca (Foto: Rafael Rezende/ TodoDia Imagem)

A Polícia Militar libertou na tarde deste sábado (1) dois homens que estavam mantidos em cárcere privado desde o dia de Natal, em um apartamento no Jardim Adelaide, em Hortolândia. Quatro homens que faziam a guarda das vítimas foram presos.

A polícia foi acionada por testemunhas que viram quatro homens retirando outros dois do porta-malas de um Prisma de cor branca, atrás de um dos blocos do loteamento.

As equipes policiais encontraram o automóvel estacionado no local Ao entrar no apartamento, os militares encontraram quatro homens que fugiram, mas abandonaram alguns celulares.

Dois homens foram capturados. Outros dois foram pegos dentro de um dos apartamentos.

Enquanto os policiais interrogavam os homens, ouviram pedidos de socorro vindos do cômodo de um apartamento vizinho.

No imóvel encontraram dois homens amarrados, com vários ferimentos e cortes pelo corpo, indicando sinais de tortura.

Os presos disseram aos policiais que haviam raptado um dos homens em um bairro de Santa Bárbara d’Oeste, no dia de Natal, e no dia 26, eles raptaram o irmão da vítima, que seria integrante de uma facção criminosa do Rio. Os presos também pertenceriam a uma facção e estariam aguardando ordens dos líderes para executar a dupla.

Segundo as vítimas, um deles era constantemente espancado e teve partes da pele cortada com faca.

Antes de serem descobertos, o grupo chegou a trocar sete vezes de cativeiro para não ser descoberto.

As vítimas afirmam que não fazem parte de nenhuma facção e que foram pegos por engano.

Os dois sequestrados foram encaminhados para o Hospital Municipal Mário Covas, onde receberam atendimento médico,.

Os presos foram encaminhados para o plantão policial de Hortolândia. O automóvel usado para sequestrar a dupla foi apreendido e em seu interior os policiais encontraram marcas de sangue.

O grupo foi autuado por cárcere privado e tortura. Os quatro permanecerão presos. Os celulares usados pelo grupo foram recuperados e apreendidos.

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