sexta-feira, 9 janeiro 2026
NOVELA

Justiça autoriza perícia em carro, celulares e sistemas da Estapar, concessionária da Área Azul em Americana

Apesar da decisão, a cobrança da Área Azul segue vigente por determinação do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
Por
Redação

A Justiça de Americana determinou a produção antecipada de provas por meio de perícia judicial em um carro equipado com câmeras, além de aparelhos celulares, computadores e bancos de dados da Estapar, concessionária responsável pelo estacionamento rotativo no município. Apesar da decisão, a cobrança da Área Azul segue vigente por determinação do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP).

A liminar foi proferida pelo juiz Rodrigo de Castro Carvalho, da 1ª Vara Cível de Americana, em atendimento a pedido apresentado pela Prefeitura em dezembro. O município ingressou com ação de produção antecipada de provas para que supostas irregularidades na prestação do serviço, apontadas por uma comissão instaurada em junho, sejam confirmadas por perícia judicial.

O município ingressou com ação de produção antecipada de provas para que supostas irregularidades na prestação do serviço. Foto: reprodução

Investigação teve início após vídeo
O caso passou a ser apurado após a circulação de um vídeo nas redes sociais que mostra um veículo equipado com câmeras transitando pela região central da cidade, supostamente realizando a fiscalização da Área Azul, em possível descumprimento de cláusula contratual que proíbe o uso de veículos para esse fim.

Risco de perda de provas digitais
Segundo o magistrado, dados digitais e informações financeiras são voláteis e podem ser perdidos ou manipulados, o que justifica a realização de perícia técnica e contábil. Para isso, foram nomeados dois peritos judiciais, um da área de tecnologia da informação e outro da área contábil, responsáveis pela produção antecipada das provas.

Cobrança segue válida
Antes disso, o prefeito Chico Sardelli (PL) havia determinado a interrupção da cobrança da Área Azul, após a comissão municipal apontar indícios de irregularidades na execução do contrato. Em decisão paralela, o Judiciário suspendeu a medida da Prefeitura e autorizou a continuidade do serviço operado pela Estapar.

Com a decisão, o contrato de concessão permanece em vigor até a conclusão da análise do caso. Os motoristas devem continuar validando o uso das vagas do estacionamento rotativo normalmente, por meio dos parquímetros ou do aplicativo Zul+.

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