
A Ponte do Esqueleto, localizada em Limeira (SP), pode ser demolida após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, ocorrida durante uma atividade de “rope jump” realizada no local no último sábado (13). A jovem participava de um salto sem o uso da corda de segurança, sofreu uma queda e teve uma parada cardiorrespiratória, morrendo no local.
A estrutura pertencia a trecho nunca implantado da antiga RFFSA (Rede Ferroviária Federal), no interior de propriedades particulares. A pratica de atividade esportiva ou de outra natureza são proibidas.
Desde 2024, em diferentes momentos, a SPU (Secretaria do Patrimônio da União) afirma que pediu apoio às prefeituras locais para bloquear o acesso à estrutura. Em 2024, em função dessa parceria, a ponte foi bloqueada por alguns meses. Posteriormente, a reabertura foi discutida e defendida por empresários locais em sessão na Câmara de Vereadores de Limeira, segundo a SPU.
Acesso à ponte por Limeira
Durante reunião com representantes da Secretaria do Patrimônio da União e da AGU (Advocacia-Geral da União) com a prefeita de Cordeirópolis, Cristina Saad (União), e o prefeito de Limeira, Murilo Félix (Podemos), a prefeitura de Cordeirópolis afirmou que o acesso à ponte pelo município sempre esteve bloqueado.
Já em Limeira foi constatado que o município seria o possível local de acesso utilizado para a prática esportiva. Durante o encontro, o prefeito de Limeira Murilo Felix, informou que a administração se comprometerá a reabrir uma vala que havia sido aberta para impedir o acesso ao local, mas que foi fechada posteriormente sem conhecimento da administração.
Reuniões entre órgãos federais e prefeituras
O encontro aconteceu na segunda-feira (16), para discutir medidas relacionadas à segurança e ao futuro da estrutura. O governo federal e municipais reforçaram a intenção de atuar de forma conjunta para impedir o acesso à ponte até que seja definida uma solução definitiva para o local.
Em nota anterior, a SPU afirmou que desde 2024 pediu apoio às prefeituras locais para bloquear o acesso à referida ponte.
Posicionamento das prefeituras
A prefeita de Cordeirópolis defendeu a possibilidade de demolição da estrutura. O município também se comprometeu a reforçar as ações de contenção para evitar a entrada de pessoas no local. O prefeito de Limeira informou as medidas já adotadas para restringir o acesso e também se manifestou favorável à demolição.
A SPU-SP (Secretaria do Patrimônio da União em São Paulo) afirmou que instalará placas de sinalização informando que a área é de propriedade da União e de acesso proibido, além de barreiras físicas para impedir a entrada.
O órgão federal informou ainda que segue em diálogo com os governos locais para definir uma solução definitiva para a ponte, que pode incluir sua remoção.
A SPU reforçou que a transferência da estrutura para o patrimônio da União foi oficializada em maio e que não há autorização para atividades no local.





