Menino morre picado por escorpião

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Uma criança morreu, no último sábado, depois de ser picada por um escorpião, no apartamento onde morava, no Residencial Emílio Bosco, em Sumaré. O local está infestado pelos insetos.
O menino Nicolas Benette, 7, morreu em consequência da picada do inseto. De acordo com Sanderson Amaral, 37, subsíndico, o menino foi picado quando colocou um sapato. O inseto estava dentro do calçado.
Ele foi socorrido para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Matão e depois transferido para o HES (Hospital Estadual de Sumaré), onde ficou internado por seis dias antes de morrer. A assessoria do hospital informou que a família não permitiu que detalhes do caso fossem divulgados.
Segundo o subsíndico, o problema já existia, mas se agravou há cerca de um ano. “Está infestado de escorpião e piorou de um ano para cá devido ao lixo jogado por alguns moradores. Na região tem muita área de mata também e no fundo do condomínio tem chácara e área ambiental”, explicou.
Ele disse que os insetos entram pela rede de esgoto, por baixo das portas e janelas. “Eu mesmo já achei na minha casa. No chão do banheiro e olha que eu moro no terceiro andar. Já achei duas vezes aqui”, comentou.
Amaral conta que tirou todos os tapetes da casa para poder ver os insetos com mais facilidade. Segundo ele, muitos moradores estão sofrendo com a invasão dos escorpiões.
No entanto, o problema não está restrito apenas àquele condomínio.
Ivanildo Mateus Ribeiro, 33, gesseiro, morador do condomínio Poços de Caldas, que fica em frente ao Emílio Bosco, contou que a mulher dele também encontrou um escorpião anteontem. “Ela foi fazer faxina, jogou água para lavar o banheiro e ele saiu do ralo. Nós moramos no quarto andar. Fiquei de boca aberta. Dá muito medo porque tenho duas crianças, uma de 10 e outra de 12 anos, é muito perigoso”, disse.
CONSCIENTIZAÇÃO
A prefeitura de Sumaré informou que a Vigilância em Zoonoses, junto da Secretaria de Habitação, realizou palestra de prevenção recentemente junto aos síndicos e moradores do condomínio onde a criança também morava, orientando sobre a necessidade de manter o espaço limpo, sem acúmulo de lixos e entulhos, a fim de evitar a atração de animais peçonhentos.
DEDETIZAÇÃO
Segundo a Administração, ficou acordado junto aos síndicos que promovessem o fechamento de ralos, pias, tanques do condomínio para que a dedetização fosse realizada. Todos os apartamentos também foram panfletados. “O síndico entrou em contato com a Vigilância de Zoonoses na última semana, afirmando que o trabalho de limpeza e fechamento das caixas havia sido concluído. Desta forma, a Zoonoses agendou para esta semana a dedetização do entorno do local. Vale lembrar, no entanto, que a dedetização é uma medida paliativa – o mais importante é a prevenção, adotando medidas simples como promover o descarte correto dos lixos e recicláveis”, informou a assessoria de imprensa da prefeitura.

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