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MP abre inquérito para apurar poluição do ar

Após representação da Prefeitura de Americana contra Suzano, Promotoria abre apuração

O MP (Ministério Público) vai investigar se a empresa Suzano Papel e Celulose (ex-Ripasa), que tem uma unidade em Limeira, em área limítrofe com Americana, é a responsável pela poluição do ar em bairros da região de Carioba. O promotor de Justiça Ivan Carneiro Castanheiro abriu um inquérito civil para apurar a situação após receber, da Prefeitura de Americana, um “dossiê” com reclamações contra a empresa e registros de ocorrência feitos pelo GPA (Grupo de Proteção Ambiental) da Gama (Guarda Municipal). A empresa, que nega problemas em suas atividades, disse que não foi informada. 

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Segundo a portaria de abertura do procedimento de apuração, foram apresentados pelo prefeito Omar Najar (MDB) seis boletins com possíveis provas do dano ambiental. “É cediço que os munícipes que residem nos bairros próximos à empresa suportam diariamente mau cheiro e odor forte lançados no ar, o que tem causando nocividade à saúde pública e danos às atividades das comunidades”, diz o documento assinado pelo promotor. 

O representante do MP citou, ainda, outro inquérito civil que investigou a poluição do ar na região, instaurado em 2004 e já arquivado. 

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Na época, além da fabricante de celulose, uma empresa do setor têxtil era suspeita de ser fonte do mau cheiro. O grupo encerrou suas atividades na cidade em 2016, “não tendo como ser a causadora da poluição atmosférica noticiada pelo prefeito”, completou Carneiro. 

Ele determinou a expedição de ofícios às agências da Cetesb (Companhia Ambiental de São Paulo) de Americana e Limeira e solicitou uma série de documentos à empresa. 

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Depois de analisar as respostas, ele vai decidir se continua com a investigação, propõe um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) ou propõe uma ação civil pública contra o grupo Suzano. 

OUTRO LADO 

Procurada pela reportagem ontem, a empresa enviou no início da noite uma nota. “A Suzano não foi informada sobre qualquer procedimento instaurado e segue à disposição dos órgãos competentes para prestar eventuais esclarecimentos que venham a ser solicitados”. 

Na última semana, quando a prefeitura anunciou a representação contra a empresa na Promotoria, a assessoria de imprensa da companhia disse que não havia sido notificada, mas reafirmou “seu compromisso com as melhores práticas operacionais e ambientais”. 

 

Por Walter Duarte

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