O MPT (Ministério Público do Trabalho) concedeu um prazo de 20 dias para que a Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba) e os professores negociem um acordo para encerrar a greve da categoria, que já está no 12º dia. Os docentes reivindicam que a universidade cumpra as exigências do TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) firmado com o MP e pague os salários em dia, o que não está ocorrendo.
Em audiência realizada pelo MPT na última terça-feira, o novo procurador responsável pelo caso, Paulo Penteado Crestana, ouviu as justificativas do IEP (Instituto Educacional Piracicabano), mantenedor da Unimep, para os atrasos. “(O IEP) considera que a atual crise da instituição só pode ser resolvida por meio de uma negociação mais ampla, o que é necessário para acertar as suas contas, conforme proposta apresentada nos autos”, traz o termo da audiência.
No encontro, o Adunimep (Associação dos Docentes da Unimep) ressaltou que a situação já se arrasta há dois anos, mas que está disposta a travar uma negociação mais ampla, “desde que haja contrapartida, ou seja, que não se trate de um acordo que beneficia apenas uma das partes”.
Na semana passada, o IEP chegou a propor para a Adunimep o corte de 120 professores para equalizar as despesas da universidade, através de um programa de demissão voluntária. Os professores negaram qualquer possibilidade de aceitar um acordo desse gênero.
A nova proposta da Unimep será analisada pela Adunimep e debatida em assembleia.




