
Neste domingo (18), mais de 2,1 milhões de candidatos em todo o Brasil vão prestar a prova do CPNU (Concurso Público Nacional Unificado), o Enem dos Concursos. Dentro deles, 18.322 candidatos prestarão a prova em três cidades da região – Campinas, Hortolândia e Paulínia. A seleção reserva 6.640 vagas para 21 órgãos públicos federais.
Foram definidos 3.647 locais de aplicação e 72.041 salas, distribuídas em 228 municípios, em todos os estados brasileiros. Com essa capilaridade, 94,6% da população está apta a participar com deslocamento de até 100 km.
O estado de São Paulo é o maior em número de inscritos, com 225.035 candidatos. Campinas é a segunda maior cidade entre os municípios paulistas, ficando atrás apenas da Capital.
As provas seriam aplicadas inicialmente em 5 de maio, mas foram adiadas em função do desastre climático no Rio Grande do Sul.
POSSE
Segundo anunciado pela ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Público, Esther Dweckm durante participação no programa “Bom Dia, Ministra” desta quinta-feira (15), transmitido pelo Canal Gov, os candidatos que forem aprovados no CNPU vão começar a atuar no serviço público a partir de janeiro de 2025.
De acordo com o novo cronograma definido pelo Governo Federal, as provas vão ser divulgadas no domingo (18), a partir das 20 horas, duas horas após o horário final do concurso, e o gabarito preliminar deve ser divulgado no dia 20 de agosto. Esther Dweck afirmou que as convocações começam a ocorrer após o resultado final do concurso, previsto para ser divulgado no dia 21 de novembro.
“A nossa expectativa é que as pessoas entrem efetivamente em janeiro de 2025, principalmente para aquelas carreiras que não têm o curso de formação como etapa da seleção. Para as carreiras que têm cursos de formação, ou seja, no dia 21 de novembro eu sei quem passou na prova, mas ela ainda precisa fazer um curso de formação, ser aprovada no curso de formação, para efetivamente tomar posse, a gente vai começar a chamar a partir de novembro já essas carreiras, para que esse curso de formação comece provavelmente também em janeiro”, detalha a ministra.
Esther ainda reforça que os candidatos devem ficar muito atentos, pois o ministério fará três chamadas para os selecionados. “Se a pessoa não atende as três chamadas, ela tá fora e chamamos novas pessoas. Os cursos de formação duram três meses. Mais ou menos, ela vai entrar a partir de abril”, explicou.
SEGURANÇA
Para garantir a execução segura do concurso, cerca de 210 mil colaboradores estarão envolvidos na aplicação das provas em 228 cidades do país. O quantitativo representa, em média, 10% dos 2,1 milhões de inscritos no certame, e inclui aplicadores, fiscais de prova, gestores e uma rede de servidores de órgãos de segurança.
Para atender a demanda expressiva de candidatos, foi necessária a contratação de colaboradores para todo o ciclo, que envolve desde o planejamento até a logística reversa (pós-prova), além de segurança e operacionalidade. Para isso, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) contou com o suporte de órgãos como a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Força Nacional. Foi dada especial atenção ao treinamento e qualificação dos trabalhadores que irão compor a equipe de aplicação das provas.
Segundo Alexandre Retamal, o esquema logístico coordenado pelo MGI para a seleção foi inspirado na logística do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), onde Retamal atuou. “O Governo Federal usou como base a experiência do Enem porque temos 25 anos de aplicação do Enem. Ampliamos e aprimoramos as orientações dos órgãos de segurança, principalmente do Ministério da Justiça, para garantir uma segurança mais ampliada”, afirmou o representante do MGI.





