sexta-feira, 2 janeiro 2026
AUMENTO DE 8,5%

Orçamento de Campinas para 2026 será de R$ 11,7 bilhões

Lei Orçamentária Anual foi sancionada e publicada no Diário Oficial e prevê crescimento de 8,5% em relação a 2025
Por
Guilherme Pierangeli
O orçamento mantém a prioridade nas áreas sociais, com maior concentração de recursos destinados à Educação e à Saúde. Foto: Guilherme Pierangeli/TV TODOIA.

O orçamento do município de Campinas para 2026 foi fixado em R$ 11,7 bilhões. O valor foi oficializado após a sanção da Lei Orçamentária Anual (LOA) pelo prefeito Dário Saadi, nesta terça-feira (30), com publicação no Diário Oficial do Município.

O montante representa um crescimento de 8,5% em relação ao orçamento de 2025. Segundo a Secretaria Municipal de Finanças, a proposta mantém a prioridade nas áreas sociais, com maior concentração de recursos destinados à Educação e à Saúde.

A área da Educação, somada à Fundação Municipal para Educação Comunitária (Fumec), contará com R$ 2,6 bilhões. Já a Saúde terá orçamento de R$ 2,3 bilhões, incluindo os recursos destinados à Rede Mário Gatti.

Distribuição por secretarias
Entre as secretarias municipais, Serviços Públicos aparece com o terceiro maior orçamento previsto, totalizando R$ 813 milhões. A Assistência Social terá R$ 417 milhões, enquanto a área de Transportes contará com R$ 334 milhões para a execução de ações e a manutenção dos serviços.

A LOA também prevê R$ 1,9 bilhão para o Instituto de Previdência Social do Município de Campinas (Camprev), responsável pela gestão das aposentadorias e pensões dos servidores públicos. Já os Encargos Gerais, que incluem pagamento de dívidas públicas, precatórios e aportes previdenciários, somam R$ 1,2 bilhão.

Para o Legislativo municipal, o orçamento reserva R$ 256 milhões à Câmara de Vereadores. O texto também destina R$ 113 milhões às emendas impositivas apresentadas pelos parlamentares.

Receitas previstas
De acordo com a Secretaria de Finanças, as receitas próprias devem representar 76% do total arrecadado em 2026. As receitas intraorçamentárias correspondem a 9%, enquanto os repasses federais e estaduais somam 6% cada. As operações de crédito representam 3% da previsão.

A estimativa aponta crescimento de 9,2% nas receitas correntes, como IPTU, ISS, ITBI, ICMS e IPVA. O IPTU tem previsão de arrecadação de R$ 1,6 bilhão, enquanto o ISS deve alcançar R$ 2,2 bilhões. Na sequência, o ICMS aparece com repasse estimado em R$ 1 bilhão.

Ações e investimentos
Entre as ações previstas no orçamento estão a construção e ampliação de unidades básicas e especializadas de saúde, escolas de tempo integral e centros de educação infantil. Também estão incluídas obras de pavimentação, drenagem e macrodrenagem, além de projetos de requalificação urbana e regularização fundiária.

O planejamento contempla ainda investimentos em mobilidade urbana, como ciclovias, terminais e abrigos de ônibus, além de iniciativas nas áreas de cultura, turismo, meio ambiente, proteção de áreas verdes, educação ambiental e atendimento veterinário.

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