Em meio à luta contra o câncer, pequenos gestos podem devolver grandes forças. Seja um novo cabelo, um sorriso no espelho ou um reencontro com a própria imagem. Nesta quinta-feira. (18) em Americana, solidariedade e cuidado caminharam juntos em uma ação que vai além da estética: resgata autoestima, acolhe histórias e leva esperança a mulheres em tratamento oncológico.
O Banco de Perucas Móvel trouxe cabelos de diversos tipos para os pacientes em tratamento contra o câncer.
ONG Cabelegria
A iniciativa, realizada pela Unidade de Alta Complexidade em Oncologia em parceria com a ONG Cabelegria, ofereceu atendimento gratuito para pacientes do município.
Fundadora da ONG Cabelegria, Mariana Robrahn explicou a atuação da organização. “É a primeira vez que viemos a Americana para fazer essa entrega de perucas, feitas com os cabelos doados. Hoje, passamos o dia inteiro atendendo cerca de 20 pacientes. É um carinho que podemos oferecer a quem está passando por um tratamento difícil”, afirma Robrahn.

Autoestima
Durante a ação, mulheres que enfrentam a queda de cabelo em decorrência da quimioterapia puderam escolher, com liberdade e carinho, as perucas que mais combinavam com elas.
Conversamos com a Leiliane Regina dos Santos Almeida, que está em tratamento desde setembro e chegou à Unacon com o sonho de ir à consulta médica com o cabelo longo. “A minha autoestima estava lá embaixo. Agora, vou aproveitar a peruca que escolhi”, disse Almeida.
Doações
Além da entrega, a equipe técnica do projeto coletou doações e forneceu orientações sobre higienização, conservação e uso correto dos acessórios, acompanhado de suporte emocional especializado.
As doações arrecadadas serão enviadas para a confecção de novas unidades, beneficiando pacientes em todo o Brasil.
Corrente do bem
Mariana Robrahn define a iniciativa como uma “corrente do bem”. Além de que, para algumas pacientes, a peruca acaba devolvendo a vida social.
A ONG Cabelegria também aceita doações via Correios. Para doar, basta acessar o site.
Iniciativas assim mudam a vida de pessoas como Leiliane Regina dos Santos Almeida, que pôde realizar a sua consulta médica com autoestima e uma nova confiança.





