quinta-feira, 5 março 2026
SEM RISCO DE TRANSMISSÃO

Paulínia confirma primeiro caso de mpox em 2026

Paciente já está curado e cidades da região também registraram ocorrências da doença neste ano
Por
Thayla Nogueira
Hospital Municipal de Paulínia. Foto: Thayla Nogueira/TV TODODIA

A Secretaria Estadual de Saúde confirmou nesta semana o primeiro caso de mpox em Paulínia em 2026. De acordo com as autoridades sanitárias, o paciente cumpriu o período de isolamento recomendado, recebeu tratamento adequado e está totalmente recuperado, sem risco de transmissão.

A confirmação ocorre em um cenário de monitoramento constante da doença no Estado de São Paulo, que soma 63 casos registrados neste ano. Apesar do número de diagnósticos, não há registro de mortes relacionadas à enfermidade em 2026.

Em nota oficial, a Prefeitura de Paulínia informou que o caso já foi encerrado e não representa risco para a população. “A Prefeitura de Paulínia, por meio do Departamento de Vigilância em Saúde, informa que a cidade registrou em 2026 um caso de infecção pelo vírus mpox. Trata-se de um paciente que já está curado, não oferecendo mais nenhum tipo de risco de contágio”, informou o município.

Casos na região
Outras cidades da região também registraram casos da doença neste ano. Em Americana, a Vigilância Epidemiológica confirmou duas ocorrências em janeiro, envolvendo homens de 35 e 43 anos. Segundo a prefeitura, ambos evoluíram bem durante o tratamento e não precisaram de internação.

Em Sumaré, o caso confirmado foi de um homem de 37 anos, morador da Área Cura. Ele iniciou os sintomas no dia 1º de janeiro e procurou atendimento no Hospital Ouro Verde, em Campinas. Após acompanhamento médico, recebeu alta.

Já em Hortolândia, o paciente diagnosticado é um homem de 25 anos. A suspeita foi registrada em janeiro e a confirmação ocorreu na terceira semana de fevereiro pela Secretaria de Estado da Saúde. Assim como nos demais municípios, o paciente também apresentou evolução clínica satisfatória e recebeu alta.

Segundo autoridades sanitárias, todos os casos registrados na região tiveram evolução favorável e estão encerrados, sem indicação de transmissão ativa no momento.

O que é a mpox
A mpox é uma infecção viral causada pelo vírus monkeypox. A transmissão ocorre principalmente por contato direto com lesões na pele, secreções corporais, gotículas respiratórias ou objetos contaminados recentemente.

Entre os sintomas mais comuns estão febre, dor de cabeça, dores musculares, aumento dos gânglios linfáticos e o surgimento de erupções cutâneas que podem aparecer no rosto, nas mãos, nos pés ou na região genital. As lesões costumam permanecer entre duas e quatro semanas.

Como ocorre a transmissão
O vírus pode ser transmitido por contato próximo entre pessoas, incluindo toque direto nas lesões, contato com fluidos corporais, compartilhamento de objetos contaminados ou proximidade respiratória prolongada.

Beijos, contato boca com pele e relações sexuais também podem facilitar a transmissão quando há presença de lesões infecciosas.

Complicações e prevenção
Na maioria dos casos, a doença apresenta evolução leve e desaparece espontaneamente. Entretanto, pessoas com sistema imunológico comprometido, recém-nascidos e crianças podem ter maior risco de desenvolver complicações. Entre os quadros mais graves estão infecções secundárias, pneumonia, encefalite e problemas oculares.

As autoridades de saúde recomendam medidas simples de prevenção, como higienizar as mãos com frequência, evitar compartilhar objetos pessoais e procurar atendimento médico ao notar sintomas suspeitos.

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