Paulínia oficializou na quarta-feira (20), a criação do primeiro Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial. A cerimônia reuniu representantes da sociedade civil, autoridades municipais, integrantes do movimento negro e convidados da região.
O novo conselho terá como função atuar na formulação, acompanhamento e fortalecimento de políticas públicas voltadas à população negra, em áreas como educação, saúde, cultura, assistência social, esporte e enfrentamento ao racismo.
A proposta é estabelecer um espaço permanente de diálogo entre o poder público e a população, permitindo que demandas históricas sejam debatidas e encaminhadas.
Divisor de águas
Durante a cerimônia, a secretária de Cidadania e Justiça, Fábia Ramalho, destacou a importância da criação do conselho. “É um marco extremamente significativo. Uma luta que a sociedade civil e o poder público desejavam há anos”, afirmou.
Entre os empossados, a jovem Maria Eduarda Moutinho, de 16 anos, também falou sobre a relevância do espaço. “Eu já passei por episódios de racismo e situações totalmente desagradáveis. Espero que a futura geração aprenda mais sobre diversidade e saiba sentir a dor do outro”, disse.
Espaço de escuta
A criação do conselho foi acompanhada por representantes de outras cidades. A vereadora de Campinas, Paola Miguel (PT), ressaltou a importância da iniciativa. “Agora as pessoas negras têm um espaço para compartilhar dificuldades, denunciar situações e entender quais são os seus direitos”, afirmou.
Segundo os integrantes, os primeiros trabalhos serão voltados à elaboração do regimento interno e à criação de comissões temáticas.
O conselheiro Fah Duarte destacou a proposta de aproximação com a população. “Vai ficar mais fácil para a população entrar em contato e conversar sobre qualquer tipo de situação relacionada ao racismo e à equidade racial”, disse.

Representatividade
O vereador Gibi Professor (Podemos) relacionou a criação do conselho à importância da representatividade. “Hoje eu ocupo um cargo de representatividade na cidade e me sinto muito honrado. A gente precisa deixar legado e fazer políticas públicas com seriedade”, afirmou.
A integrante Sarita Lanza também destacou o papel do órgão. “Esse conselho vem pra mostrar que a população negra está aqui e vai lutar pelos seus direitos”, disse.
Para a presidente do Conselho de Desenvolvimento e Participação da Comunidade Negra de Campinas, Marcela Reis, a iniciativa abre caminho para avanços. “Paulínia tem tudo pra fazer diferente e construir políticas públicas importantes na saúde, educação e em todos os segmentos”, declarou.
A expectativa é que o conselho atue como espaço permanente de participação popular e fortaleça ações voltadas à promoção da igualdade racial no município.





