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TODODIA 1 de novembro de 2026
ORGANIZADA PELO SINTICOM

Trabalhadores terceirizados da Rhodia iniciam greve em Paulínia após rejeitarem proposta salarial

Categoria recusou oferta apresentada durante campanha salarial; sindicato aguarda nova contraproposta das empresas

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Segundo o Sinticom, a proposta foi rejeitada por não atender às reivindicações dos trabalhadores. Foto: Reprodução/SINTICOM

Os trabalhadores terceirizados da Rhodia, em Paulínia, iniciaram uma greve na manhã desta terça-feira (21), após rejeitarem a proposta apresentada pelas empresas durante a campanha salarial da categoria. A paralisação foi aprovada em assembleia organizada pelo Sinticom (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário).

A proposta previa reajuste salarial de 6,8%, vale-alimentação de R$ 1.250, reajuste de 8,7% no benefício, lanche da tarde de R$ 250, cesta de Natal de R$ 330, manutenção do atual modelo da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e das condições do convênio médico.

Categoria rejeitou proposta
Segundo o Sinticom, a proposta foi recusada por não atender às reivindicações dos trabalhadores. Após a assembleia, o sindicato informou oficialmente o resultado às empresas e comunicou que a greve será mantida até que uma nova proposta seja apresentada.

Ainda de acordo com a entidade, as empresas informaram que irão se reunir para elaborar uma contraproposta. Uma nova mobilização está marcada para quarta-feira (22), quando trabalhadores e dirigentes sindicais voltarão a se concentrar em frente à Rhodia.

Nova mobilização
Esta é a segunda grande paralisação organizada pelo Sinticom em Paulínia em pouco mais de um mês. Em junho, o sindicato liderou a greve dos trabalhadores terceirizados da Replan (Refinaria de Paulínia), que durou 16 dias.

Na ocasião, após sucessivas rodadas de negociação, foi firmado um acordo que garantiu reajuste salarial de 7%, aumento de 10% no vale-alimentação e no café da manhã, reajuste de 7,14% na PLR, aumento de 6,5% na cesta de Natal e a compensação parcial dos dias parados.

A Rhodia integra o polo petroquímico de Paulínia e está entre as principais indústrias químicas instaladas no município.

Procurada pela reportagem, a Rhodia se manifestou por meio da seguinte nota:

“A Rhodia informa que tomou conhecimento da paralisação de trabalhadores de montagem e construção civil vinculados a empresas prestadoras de serviço.

A companhia ressalta que as negociações sobre o tema estão sendo conduzidas diretamente entre o sindicato da categoria e as respectivas empresas contratadas.

Por fim, a Rhodia esclarece que a paralisação não gera qualquer impacto nas operações e na produção de suas unidades.”

*Atualizado às 17h20.

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Thayla Nogueira Repórter do TODODIA.
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