Petrobras anuncia novo aumento para a gasolina

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A Petrobras subirá o preço da gasolina hoje para R$ 2,039 por litro nas refinarias, o maior valor desde o dia 23 de maio, quando a cotação internacional do petróleo chegou perto dos US$ 80 (R$ 306) por barril.
De acordo com Flavio Campos, presidente da Recap (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Campinas) ainda não é possível dizer se o aumento vai ser repassado para o consumidor e chegar na bomba. “Não temos ideia de qual será o preço na bomba e se vai aumentar”, disse.
Ele explicou que o preço na refinaria é apenas um referencial. “Os postos compram das distribuidoras e não das refinarias. Então depende do preço das distribuidoras, o mercado é livre. Não sabemos se o aumento vai chegar na distribuidora”, comentou.
Ele explicou que o grande problema do setor é a mudança de preço diária. “Tem várias altas que acontecem e não chegam na bomba, por isso que as vezes também diminui o preço e não chega na bomba. Se o preço na refinaria subir vários dias aí sobe na bomba também, mas depende das distribuidoras. Tem que aguardar, o mercado vai se ajustando”, explicou.
“Essa é a nossa reivindicação, que o repasse do aumento ou da queda seja feito apenas uma vez por mês, assim é mais fácil, dá mais previsibilidade para o mercado”, destacou.
POLÍTICA
É a oitava alta seguida desde o dia 22 de junho, acompanhando a escalada das cotações internacionais e a variação da taxa de câmbio.
A política é alvo de questionamentos, que ganharam força durante a greve dos caminhoneiros, no fim de maio, e levaram o governo a conceder subvenções ao preço do óleo diesel ao custo de R$ 13,6 bilhões.
O preço da gasolina nas refinarias da estatal acumula alta de 9,31% desde 22 de junho, quando a companhia interrompeu a sequência de quedas iniciada no fim de maio a partir do recuo das cotações internacionais.
No dia 22 de maio, a gasolina vendida pela estatal atingiu o maior valor desde que foi iniciada a política de reajustes diários: R$ 2,0867 por litro.
Segundo a estatal, o valor cobrado por suas refinarias representa 31% do preço final do combustível nas bombas – a conta considera o preço da última semana de junho, último dado disponível.
O restante é composto por impostos, margens de lucro de distribuição e revenda e o percentual de etanol anidro misturado ao produto vendido nos postos, atualmente em 27%.
No início de julho, 15 estados aumentaram o preço de referência para o cálculo do ICMS sobre a gasolina, o que deve ter reflexo nos preços de bomba. Os impostos estaduais representavam, no fim de junho, 28% do preço final. Já os federais eram responsáveis por 15%.
O preço do diesel nas refinarias segue em R$ 2,0316 por litro desde o início de junho.

 

 

Depois da greve, só aumento

Há cerca de um mês, o TODODIA mostrou que o preço médio da gasolina comercializada pelos postos de combustível de cidades da RMC (Região Metropolitana de Campinas) subiu até 7,2%  após a greve dos caminhoneiros. Os dados constam no site da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), que acompanha semanalmente as variações dos preços nas bombas.
O TODODIA comparou o preço médio da gasolina nas dez cidades da RMC acompanhadas pela ANP na semana de 20 de maio a 26 de maio, durante a greve, e com a última semana, que foi de 10 de junho a 16 de junho. Houve aumento em todos os municípios.
A menor elevação registrada naquele período foi em Paulínia, com o preço médio indo de R$ 4,195 para R$ R$ 4,316, ou seja, 2,9% a mais. Já a maior alta ocorreu Hortolândia, onde a gasolina saltou de R$ 4,073 para R$ 4,365 (7,2%).
| ANDRÉ ROSSI

 

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