sábado, 20 julho 2024
ACOLHIMENTO

Projeto Residência Inclusiva chega a Americana para prestar serviço de assistência social às pessoas com deficiência

O projeto é do Governo do Estado de São Paulo, que participou do investimento inicial; município é responsável pela aplicação do serviço
Por
João Victor Viana
Foto: Lucas Moraes / TV TODODIA

Americana inaugurou nesta segunda-feira (17) uma Residência Inclusiva, o equipamento é um projeto do governo do estado de São Paulo voltado ao acolhimento de pessoas com deficiência leve e moderada, dependentes de auxílio e em situação de vulnerabilidade social.

O espaço é destinado a homens e mulheres e atenderá a demanda especificamente de Americana. A capacidade máxima é para até 10 residentes.

Criado em 2009, este serviço de proteção social especial se enquadra como de alta complexidade pelo nível de detalhamento para um bom atendimento. Apenas maiores de 18 anos, que se encontram com os vínculos familiares fragilizados ou totalmente rompidos, podem ser acolhidos.

Atualmente, em todo o Estado de São Paulo existem 156 Residências Inclusivas, em nossa região, o projeto já é aplicado em Campinas, Hortolândia, Paulínia e Sumaré.

A secretária estadual de Desenvolvimento Social, Andrezza Rosalém, esteve no município e participou do evento de inauguração. “É um serviço que vem sendo ampliado aos poucos pela sua complexidade. Mas, ao mesmo tempo, a gente tem uma crescente da necessidade dessas famílias. É um serviço extremamente relevante, pois essas pessoas precisam de um tratamento, precisam de um cuidado que é complexo, especial e demanda uma série de profissionais”, explicou a secretária.

Andrezza Rosalém, secretária estadual de Desenvolvimento Social (Foto: Divulgação)

De acordo com a secretária municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, Juliani Hellen Munhoz, as tratativas para viabilização da Residência Inclusiva de Americana começaram no fim de 2022. Com um investimento de R$ 890 mil, o valor total foi dividido entre o FEAS (Fundo Estadual de Assistência Social), que repassou R$ 497 mil, e o município em contrapartida investiu R$ 393 mil.

“Era uma demanda muito antiga da cidade de Americana. Nós sempre estávamos sendo procurados pelos promotores de justiça e conversando sobre a responsabilidade do município com essa demanda da pessoa com deficiência”, contou Juliani.

O Governo do Estado São Paulo participou do investimento inicial e continuará apoiando financeiramente, porém, é de responsabilidade do município a gestão, definição de moradores, aplicação e monitoramento do serviço entregue aos cidadãos.

Localizado na Vila Santa Catarina, o espaço foi projetado realmente como um lar, com sala de TV, sala de convivência, cozinha, copa, quartos, banheiros, além do quintal para realização de atividades. A construção é adaptada com rampas, mesas e cadeiras reforçadas e altura adaptada do mobiliário.

A equipe multidisciplinar de trabalho será composta por coordenador, assistente social, psicólogo, terapeutas, cuidadores sociais e auxiliar de serviços gerais.

“Isso é o mais importante do serviço, dar todo o apoio que eles precisam para o desenvolvia e sua autonomia, mas com o acolhimento de um lar”, concluiu Andrezza Rosalém.

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