sábado, 27 junho 2026

Região gera 30% das vagas de emprego da RMC

As cinco cidades da região geraram 3.093 vagas de empregos em novembro, quase um terço (30%) das 10.397 oportunidades criadas com carteira assinada na RMC (Região Metropolitana de Campinas).

A radiografia de Americana, Hortolândia, Nova Odessa, Santa Bárbara d’Oeste e Sumaré e das demais cidades da RMC foi feita a partir de análise dos dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério da Economia, divulgados nesta quarta-feira (23) (confira quadro ao lado). Isso quer dizer que, a cada dez postos abertos na RMC no mês passado, três estavam nas cinco cidades. Dos 20 municípios que compõem a RMC, apenas um, Cosmópolis, teve saldo negativo, ou seja, demitiu mais do que contratou.

As campeãs na geração de empregos formais em novembro foram a metrópole Campinas, com saldo de 4.646 vagas, e Indaiatuba, com 781. Faz seis meses que a RMC registra saldo positivo na geração de empregos com carteira assinada, depois de amargar três meses no vermelho (de março a maio), em razão do fechamento dos estabelecimentos para conter a transmissão da Covid-19.

Ao avaliar os dados, a economista Eliane Rosandiski, professora extensionista do Observatório da PUC-Campinas, que monitora a geração de empregos, mencionou que os municípios da RMC já recuperaram o emprego formal perdido durante a crise de saúde do coronavírus. “Na região, dado o peso da indústria, o emprego está se recuperando para atender a sazonalidade do fim do ano. Além disso, como os dados se referem a novembro, ainda pega o momento da abertura”, relatou a economista.

Isso quer dizer que as empresas se organizaram para atender o aumento da demanda com a injeção do 13º salário na economia. “Era um movimento esperado”, considerou a economista.

O presidente da Acias (Associação Comercial e Industrial de Sumaré), Juarez Pereira da Silva, disse que o saldo positivo de empregos em novembro e no acumulado do ano decorre das reposições por ações necessárias realizadas de março a junho, em razão das incertezas, e da confiança que foi gradativamente aumentando, quando a população aprendeu a lidar com a doença.

“Nós acreditamos que em dezembro consigamos fechar com saldo positivo. Isso é extremamente gratificante para o trabalho que a gente vem desenvolvendo em termos de informações e orientações, sendo a voz de todos os associados ou não associados”, disse Pereira.

O presidente da Acia (Associação Comercial e Industrial de Americana), Wagner Armbruster, acredita que dias melhores virão. “Um ano difícil e cheio de imprevistos. A Acia e os comerciantes veem a realidade como a possível de ter sido vivida diante das inúmeras interferências necessárias por ocasião da pandemia. Resta sim uma ampla e positiva expectativa para 2021”, afirmou Armbruster.

Economista vê ‘incertezas’

A economista Eliane Rosandiski disse que é necessário acompanhar os dados de dezembro, porque, geralmente, o último mês do ano tem saldo negativo na geração de empregos formais, em razão dos vencimentos dos contratos temporários e das dispensas, sobretudo no comércio.

Outra preocupação será com o encerramento dos programas do governo federal que protegeram os empregos e a renda. “Isso traz muita incerteza para o mês de janeiro”, disse a economista.

Além do que ainda ocorrerão impactos da segunda onda da Covid-19 sobre o horário de funcionamento das atividades econômicas, avaliou a economista, o que também contribuiu para ampliar as incertezas no mercado de trabalho formal.

Acic: maior geração de empregos em 20 anos

Novembro de 2020 foi aquele que teve a maior geração de empregos para o mês em 20 anos. Foi o maior saldo desde o início da série histórica em 2000.

A informação é do economista da Acic (Associação Comercial e Industrial de Campinas), Laerte Martins.
Em plena época de pandemia, a RMC também gerou 710% a mais de emprego do que em novembro do ano passado. Em 2019, foram criadas 1.250 vagas. “Foi mais positivo do que esperava”, disse o economista da Acic.

“Chamou muito a atenção, porque tivemos na região em novembro a criação de mais de 10 mil postos. É um número bastante expressivo”, afirmou o economista.

Martins explicou que essa forte reação foi porque os empresários seguraram as contratações de janeiro a março. Depois, veio a pandemia. E nos últimos meses os empresários tiveram de contratar por causa das demissões e da chegada das festas de fim de ano.

SETORES

Os setores que mais contrataram foram de serviços (o último a reagir na pandemia), seguido pelo comércio.

As admissões foram menores na indústria. A construção civil também reagiu, com novos lançamentos, ainda segundo os dados da Acic.

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