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TODODIA 22 de outubro de 2026
RMC
CONTAS PÚBLICAS

Relatório do TCU aponta 16 obras com recursos federais paralisadas na região

Relatório cita problemas na execução de políticas públicas e em empreendimentos financiados com recursos federais em oito municípios da RMC

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Campinas, Americana, Limeira, Hortolândia, Sumaré, Cosmópolis, Paulínia e Nova Odessa somam 16 obras nas áreas de Educação, Saúde, Esporte e Saneamento. Foto: Ana Machado/TV TODODIA

As contas do governo federal referentes a 2025 foram aprovadas com ressalvas pelo TCU (Tribunal de Contas da União). O relatório aponta pontos de atenção na execução de políticas públicas, no cumprimento de metas previstas no planejamento federal e no andamento de obras financiadas com recursos da União.

A análise considerou a execução orçamentária, a entrega de obras e serviços, a gestão fiscal, os resultados das ações governamentais e as demonstrações contábeis da União. Segundo o tribunal, os apontamentos não comprometem a confiabilidade geral das contas, mas indicam áreas que podem passar por aprimoramentos na gestão pública.

Entre os pontos avaliados está a inclusão de novos projetos no orçamento antes da conclusão de empreendimentos já em andamento. O TCU também analisou o desempenho de programas como Saúde e Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

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Região soma 16 obras paralisadas
No levantamento de Obras Paralisadas do TCU, oito municípios da região aparecem com empreendimentos financiados por recursos federais que estão com a execução interrompida. Campinas, Americana, Limeira, Hortolândia, Sumaré, Cosmópolis, Paulínia e Nova Odessa somam 16 obras nas áreas de Educação, Saúde, Esporte e Saneamento.

Limeira concentra o maior número de projetos, com quatro obras vinculadas ao programa Requalifica UBS, voltado à área da Saúde. Segundo os dados do tribunal, os investimentos somam aproximadamente R$ 157,6 mil.

Campinas e Hortolândia aparecem na sequência, com três obras cada. Em Hortolândia, os empreendimentos envolvem Saneamento, no bairro Jardim Boa Esperança, Saúde, com a reforma de uma unidade de atenção especializada, e melhorias em espaço esportivo. Os investimentos chegam a cerca de R$ 15,5 milhões.

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Em Campinas, as obras interrompidas estão relacionadas ao setor de Esporte, com aproximadamente R$ 5,2 milhões em recursos envolvidos.

Americana aparece no levantamento com duas obras paralisadas nos bairros Praia Azul e Praia dos Namorados, ambas voltadas à Educação Básica. Os empreendimentos somam cerca de R$ 1,7 milhão em recursos investidos.

Sumaré e Nova Odessa registram uma obra interrompida cada. Os projetos são da área da Saúde, também ligados ao programa Requalifica UBS, com investimentos de aproximadamente R$ 102,4 mil.

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Cosmópolis e Paulínia também possuem um empreendimento parado cada, ambos relacionados à Educação Básica. Os valores investidos são de aproximadamente R$ 646 mil e R$ 647,9 mil.

Prefeituras contestam dados
O TCU considera como paralisadas as obras que tiveram a execução interrompida. A classificação não indica, por si só, que o empreendimento foi abandonado, mas aponta a necessidade de acompanhamento para definir os próximos passos.

Santa Bárbara d’Oeste e Piracicaba não aparecem no painel do tribunal com obras financiadas por recursos federais classificadas como paralisadas.

A prefeitura de Campinas afirmou que a informação não procede e que as obras estão em andamento. Limeira disse não ter acesso às informações por não ser o órgão responsável pela gestão e fiscalização dos empreendimentos.

A Prefeitura de Hortolândia, por meio da Secretaria de Obras, informou que as obras apontadas pelo TCU como paralisadas estão em andamento ou concluídas, faltando apenas a compatibilização de cronogramas para que não constem como atrasadas.

A Prefeitura de Paulínia afirmou que o apontamento do Tribunal de Contas da União se refere à construção da Escola Municipal Atílio Bardin, mas que o relatório não está atualizado. Segundo a gestão, a obra foi concluída e atende 125 alunos, do berçário à etapa 2. O corpo jurídico do município informou que está em tratativas com a União para concluir a atualização do processo.

As prefeituras das outras cidades citadas também foram procuradas para comentar a situação dos empreendimentos e não houve retorno até a publicação da reportagem.

Cenário econômico
Além do acompanhamento das políticas públicas, o relatório do TCU apresentou um panorama da economia brasileira em 2025. Segundo o documento, o país registrou crescimento de 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto a inflação ficou em 4,26%.

A taxa básica de juros, a Selic, permaneceu em 15% durante boa parte do ano, cenário que influenciou os custos de financiamento e as despesas públicas.

O tribunal também apontou aumento da pressão sobre as contas públicas, com déficit previdenciário de R$ 440,6 bilhões, crescimento da dívida pública e despesas com juros superiores a R$ 1 trilhão. O relatório ainda registrou que a carga tributária atingiu o maior nível do período.

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Emilly Ferreira Repórter do TODODIA.
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