segunda-feira, 15 junho 2026

Barbarense cria projeto e doa roupas em frente a sua própria casa

Moradora do Planalto do Sol II, Maria Zelinda Martins Trindade de Brito resolveu ajudar quem passa por dificuldades financeiras em razão da pandemia  

Ação | A banca em Santa Bárbara (Foto: Divulgação)

Há cerca de seis meses, a auxiliar de serviços gerais Maria Zelinda Martins Trindade de Brito, de Santa Bárbara d’Oeste, resolveu fazer a sua parte para ajudar quem estivesse passando por dificuldades financeiras em razão da pandemia. Moradora do Planalto do Sol II, Maria Zenilda montou em frente à sua casa, na Avenida Alonso Keese Dodson, uma banca com roupas usadas para pessoas em situação de vulnerabilidade social.

“Eu venho de uma família bem humilde e na infância, lembro que eu e meus irmãos vestíamos roupas usadas que minha mãe conseguia. Depois nossa situação melhorou e passamos a doar, mandávamos para associações como os Vicentinos”, conta.

Pouco antes do final do ano, Maria Zelinda, então, pediu a uma amiga que fizesse um cartaz anunciando as doações.

“Minha amiga escreveu em uma cartolina: quem precisar pegue, quem puder doe. Não imaginei que fosse conseguir tantas doações”, diz.

A iniciativa acabou ganhando adeptos e duas vizinhas de Maria Zelinda passaram a ajudar com a triagem e na organização das roupas e sapatos para doação.

Atualmente, a auxiliar afirma que a notícia se espalhou e mais pessoas passaram a deixar peças no lugar, assim com aumentou o número de pessoas procurando por roupas para vestir.

“Outro dia parou um caminhão aqui e deixou oito sacolas cheias. Tive de dividir para que pudesse caber”, diz.

Ela explica que o projeto é bem simples, sem regras e nem restrições.

“As pessoas chegam, escolhem o que querem e vão embora. Ou senão deixam o que podem e vão embora. Vai do bom senso de cada um. Não fico cuidado para saber se alguém está buscando roupas para vender ou usar. Não sei da realidade de todo mundo pra julgar”, diz.

Com a ajuda dos vizinhos, ela mantém a banca organizada. Separa o que é próprio para vestir, dobra as peças e organiza os sapatos em fileira.

Se há previsão de chuva, recolhe tudo até que o tempo melhore ou cobre as peças com um plástico para protegê-las.

Uma das pessoas que passou a colaborar com o projeto foi o professor Marcos Rogério.

“Eu passava ali na frente no caminho para academia e me chamou atenção o cartaz com o anúncio. Foi então que um desses dias levei algumas roupas que tinha em casa para doar. Em um mundo tão machucado como o que vemos hoje, esse é um ato muito bonito”, diz. 

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