quarta-feira, 24 julho 2024

Funcionárias são demitidas após paralisação e protesto em Santa Bárbara

Terceirizadas do setor de limpeza dos Prontos-Socorros Dr. Afonso Ramos e Dr. Edison Mano cruzaram os braços por estarem com os salários e benefícios atrasados  

Grupo de auxiliares de limpeza havia paralisado os trabalhos no hospital e promovido um protesto em frente ao PS Edison Mano por estarem com os salários e benefícios atrasados (Foto: Reprodução/ Twitter)

Três das funcionárias terceirizadas do setor de limpeza dos PSs (Prontos-Socorros) Dr. Afonso Ramos e Dr. Edison Mano, em Santa Bárbara d’Oeste, foram desligadas das funções nos hospitais pela empresa Orbita Multiwork, responsável pela gestão do serviço.

Na quinta (13) e sexta-feira (14), o grupo de auxiliares de limpeza havia paralisado os trabalhos no hospital e promovido um protesto em frente ao PS Edison Mano por, segundo elas, estarem com os salários e benefícios atrasados.

“Entrei para trabalhar na empresa no dia 15 de dezembro e até a metade da semana passada ainda não tinha recebido. No sábado, fui informada que não trabalharia mais”, conta Andréia Aparecida Ancelmo, uma das profissionais dispensadas.

Ela afirma que, mesmo com o desligamento, salário e vale-transporte ainda não haviam sido repassados pela Orbita. “Na sexta (14), a empresa pagou algumas meninas e não dispensou. Mas nós, além de tudo, fomos (dispensadas)”, diz.

Andréia comenta que as funcionárias chegaram a procurar a empresa para questionar o atrasado, mas não obtiveram respostas.

A Orbita Multiwork, sediada em São Paulo, é responsável pela atuação de oito auxiliares de limpeza distribuídas nos dois PSs em turnos de 12 horas.
De acordo com a presidente do Siemaco (Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação), Renata Souza, a entidade procurou a empresa na semana passada pedindo esclarecimentos sobre os atrasos, mas não teve os e-mails encaminhados à Orbita respondidos.

“Propusemos também uma reunião virtual sobre o assunto, mas a empresa disse que preferiria responder os questionamentos por e-mail”, conta.

Renata afirma que está acompanhando o caso e colocou o departamento jurídico do sindicato à disposição das profissionais.

“A orientação é que elas entrem com ação judicial para receberem o que têm direito, incluindo a multa por atraso no pagamento do salário”, informa.

Procurada, a empresa afirma que as funcionárias prestavam serviço intermitente, ou seja, quando o profissional é admitido para trabalhar eventualmente e tem remuneração de acordo com o período acertado, e não teriam sido convocadas a retornar aos postos por pedido da Prefeitura de Santa Bárbara, por não terem interesse em manter as auxiliares nas funções.

Em relação aos vencimentos e benefícios, a empresa alega que não existem pendências, e todos os compromissos financeiros com as auxiliares teriam sido cumpridos. A Orbita diz ainda que o serviço nos PSs não foram comprometidos e as funcionárias já foram substituídas por outras profissionais.

A prefeitura também foi questionada quanto a afirmação da empresa de que o grupo não havia sido convocado para o trabalho nos hospitais por pedido da Secretaria de Saúde, mas não respondeu até a conclusão desta reportagem. 

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