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Sindicato aponta caso de coronavírus no CDP de Americana, mas SAP nega

O paciente seria um policial penal do Centro de Detenção Provisória

Sifuspesp (Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo) afirmou hoje (25) que Americana registrou o segundo caso confirmado de covid-19, um policial penal do CDP (Centro de Detenção Provisória) da cidade. A SAP (Secretaria da Administração Penitenciária) nega e diz que o agente é considerado um caso suspeito. 

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“Todo servidor com sintomas de quaisquer enfermidades está cumprindo isolamento social na residência, conforme orientações do Comitê de Contingência do coronavírus, sendo certo que a SAP acompanha seu quadro clínico”, informou a secretaria. 

Segundo o Sifuspesp, exames apontaram que servidores de unidades em Americana e Praia Grande estão infectados.  O caso de Praia Grande, de um servidor administrativo, foi confirmado pela SAP. Ele está em quarentena desde sábado. 

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“Todas as medidas amplamente divulgadas pelo governo do Estado de São Paulo, como lavar as mãos com frequência, não compartilhar objetos de uso pessoal, manter distância mínima entre as pessoas, por exemplo, já foram adotadas”, informou, em nota. 

Segundo a SAP, foi elaborado, pela Coordenadoria de Saúde do Sistema Penitenciária, um plano de ações para emprego nos casos em que haja a suspeita de contaminação com o coronavírus em alguma unidade prisional do Estado. 

“Quanto às transferências, estas decorrem da permanente necessidade de acomodação das pessoas privadas de liberdade em estabelecimento prisional adequado à custódia em face do perfil apresentado e como nenhum custodiado foi diagnosticado com a enfermidade, não há restrições quanto à movimentações”, completou. 

O presidente do Sifuspesp, Fábio César Ferreira, o Fábio Jabá, reclamou do que considera demora da SAP em fornecer equipamentos de proteção individual aos funcionários e não traçar com clareza estratégias de prevenção e orientação a servidores e detentos sobre a pandemia da doença”. 

O Sifuspesp disse que dialoga com a secretaria e usa recursos jurídicos para que essas medidas sejam adotadas em conjunto com a suspensão de visitas, transferências de sentenciados e de entrega de jumbo (alimentos e produtos de higiene) nas unidades prisionais. 

“A resposta da SAP a essas demandas, no entanto, tem sido lenta e infelizmente colabora com o crescimento do número de casos em um ambiente que já é historicamente insalubre e superlotado”, reitera Jabá. 

A SAP informou que implantou as seguintes medidas no combate ao vírus: afixação de cartazes e orientações aos servidores sobre sintomas e formas de prevenção; suspensão de atividades coletivas; busca ativa para casos similares à Covid-19; intensificação na limpeza das áreas; restrição de entrada de qualquer pessoa alheia ao corpo funcional; quarentena para os presos que entram no sistema prisional; monitoramento dos grupos de risco; aquisição de termômetros infra vermelho; aquisição de oxímetro digital portátil; ampliação na distribuição de produtos de higiene, álcool em gel e sabonete; distribuição de EPIs como máscaras; horários alternados no refeitório e filas com distância de 1,5m; servidores idosos e do grupo de risco estão sendo realocados.  

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