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Sumaré: água da BRK é a pior da RMC

Pesquisa mostra que mais da metade da população avalia qualidade do abastecimento como "ruim" ou "péssimo"

O serviço de abastecimento de água em Sumaré, sob responsabilidade da BRK Ambiental, é considerado o pior entre as 15 maiores cidades da RMC (Região Metropolitana de Campinas).

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A última colocação é resultado do descontentamento generalizado dos moradores da cidade com o fornecimento de água. A reprovação chega a 55%, segundo pesquisa realizada pela Indsat (Indicadores de Satisfação dos Serviços Públicos).

Os indicadores de insatisfação são referentes aos últimos três meses do ano passado. Como metodologia, a pesquisa Indsat entrevista moradores que classificam os serviços de abastecimento como “ótimo”, “bom”, “regular”, “ruim” e “péssimo”.

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A qualidade da água de Sumaré obteve baixo grau de satisfação, com apenas 23% de avaliações “ótimo” e “bom”, 22% de “regular” e 55% de “ruim” a “péssimo”.

Entre os menos satisfeitos, estão pessoas de 31 a 50 anos. A aprovação é maior entre a população de 16 a 30 anos.

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Em nota ontem, a BRK Ambiental informa que, desde que assumiu os serviços de saneamento em Sumaré, em abril de 2017 (após a privatização do serviço pela prefeitura), “trabalha para promover melhorias no sistema que abastece a cidade”.

Ainda segundo a nota, a empresa já investiu R$ 61 milhões no município. Os recursos foram utilizados para a implantação de adutoras, redes, instalações e equipamentos antigos e defasados.

Conforme a Assessoria de Imprensa da BRK, o município vive um período intenso de investimentos.

Entre as principais obras em andamento estão as novas adutoras do Picerno e do Marcelo, além da ampliação da ETA (Estação de Tratamento de Água) II e da Captação do Rio Atibaia. Para este ano, estão previstos mais R$ 50 milhões em investimentos na continuidade da remodelação do sistema de abastecimento, substituição de redes e ampliação do sistema de esgotamento sanitário.

FISCALIZAÇÃO

Como Poder Concedente, a Prefeitura de Sumaré afirma que fiscaliza a execução do contrato com a BRK. Além disso, diante de denúncias da população, oficia e notifica a empresa referente a assuntos como falta de água, má qualidade, recuperação asfáltica, vazamentos na rede, entre outros.

O município conta também com a ARS (Agência Reguladora de Sumaré) para a fiscalização e regulação dos serviços. Porém, uma decisão judicial mantém essas atribuições à Ares-PCJ (Agência Reguladora dos Serviços de Saneamento das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí).

A Prefeitura informou, ainda, que já notificou a BRK por diversas vezes. Em 2018, até o mês de novembro, somente a Secretaria de Serviços Públicos já havia notificado a empresa por 101 vezes, para que os buracos abertos em obras da BRK fossem tapados em 72 horas (recuperação asfáltica).

 

 

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