
Funcionários do HES (Hospital Estadual Sumaré Dr. Leandro Franceschini) realizaram uma mobilização na entrada da unidade na manhã de quarta-feira (22). Organizado pelo Sinsaúde Campinas (Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Campinas e Região), o ato teve como objetivo cobrar a melhoria da proposta de reajuste salarial e do dissídio coletivo de 2026 apresentada pela Funcamp (Fundação de Desenvolvimento da Unicamp), responsável pela gestão do hospital.
A categoria reivindica aumento real de 5%, além da reposição integral da inflação acumulada no último ano, de 4,42%.
Proposta da Funcamp
Segundo o sindicato, a Funcamp propôs o pagamento de um abono de R$ 500, dividido em duas parcelas de R$ 250, e a incorporação da reposição inflacionária de 4,42% apenas em dezembro de 2026. Para o Sinsaúde, a proposta não atende às reivindicações dos trabalhadores, que também pedem melhorias na cesta básica e a manutenção dos benefícios.
A entidade afirma que tenta negociar um acordo há quatro meses e informou que, caso a proposta seja mantida, não descarta a realização de uma greve. Além da mobilização em Sumaré, o sindicato realizou panfletagens em outros hospitais públicos e privados da região.

Reconhecimento profissional
Em nota, o Sinsaúde afirmou que os profissionais do Hospital Estadual de Sumaré não têm recebido o devido reconhecimento, apesar de a unidade ser considerada referência na saúde pública e ter sido apontada como a primeira colocada no ranking Melhores Hospitais Públicos do Brasil, divulgado em junho.
Segundo a entidade, o desempenho do hospital é resultado do trabalho dos profissionais da saúde, que reivindicam valorização salarial. O diretor de Orientação Sindical do Sinsaúde, José Augusto de Sousa, afirmou que a proposta apresentada está abaixo do esperado pela categoria. “Quando vem esse tipo de proposta abaixo daquilo que nós estamos pedindo, ou diferente do que nós estamos pedindo, e não tem aumento real, e ainda vem com parcelamento ou dizendo que não tem condições de dar aumento, fomos hoje fazer essa atividade para dizer aos trabalhadores que nós estamos lutando justamente porque nós temos valores que não são reconhecidos”, afirmou.
Segundo ele, uma eventual paralisação dependerá da decisão dos próprios trabalhadores em assembleia. “A nossa função como dirigente sindical é estar do lado do trabalhador. Daí, também, a gente pretende fazer uma assembleia, e aí eles vão dizer se aceitam essa proposta ou se vamos tentar buscar mais alguma coisa”, completou.
Posicionamento da direção
Em nota, a direção do Hospital Estadual Sumaré informou que mantém diálogo permanente com o Sinsaúde para discutir propostas de reajuste dentro das possibilidades financeiras da unidade.
A administração também afirmou que permanece aberta à avaliação contínua das propostas apresentadas pelo sindicato.





