
O HES (Hospital Estadual de Sumaré) confirmou na quinta-feira (16) que 14 pacientes internados na unidade foram identificados como portadores da bactéria KPC (Klebsiella pneumoniae pan-resistente), considerada uma das chamadas “superbactérias” por apresentar alta resistência a medicamentos antibióticos. As contaminações dos pacientes foram descobertas durante o último mês de março, em exames de rotina.
Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde informou que a presença da bactéria no organismo dos pacientes, neste caso, não caracteriza infecção.
Pacientes não apresentam sintomas da KPC
Segundo a pasta, “os pacientes não apresentam doença ou sintomas relacionados, nem quadro infeccioso ativo, razão pela qual não há indicação de tratamento com antibióticos” neste momento.
Embora se tratem de casos antigos, o Hospital Estadual de Sumaré mantém, por precaução, todos os protocolos de prevenção e controle, como isolamento dos pacientes, sinalização específica, uso de equipamentos exclusivos, adoção obrigatória de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) pelas equipes assistenciais e reforço na limpeza e desinfecção dos ambientes.
O hospital ainda assegurou o abastecimento de insumos e a capacitação contínua dos profissionais para o enfrentamento de surtos de microrganismos mutirresistentes.
Outros casos na região
O Estadual é o terceiro hospital da região a confirmar casos de contaminação pela bactéria KPC neste ano.
Entre março e abril, ao menos 10 pacientes foram contaminados durante um surto na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) adulta do Hospital Mário Gatti, em Campinas. Desse total, ao menos dois pacientes diagnosticados com a bactéria KPC morreram no período.
Mas, de acordo com a Rede Mário Gatti, as mortes não tiveram relação com a infecção, e sim com outros problemas de saúde que levaram os pacientes à UTI antes da contaminação pela bactéria.
Também em março, o Hospital Municipal Dr Waldemar Tebaldi, em Americana, confirmou um caso de paciente internado na UTI 1 contaminado pela bactéria KPC. Durante a investigação epidemiológica, outros pacientes com microrganismos multirresistentes foram identificados nas UTIs do hospital de Americana.





