Projeto faz parte da nova etapa de um acordo com o Ministério Público de São Paulo
A ESALQ (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), campus da USP em Piracicaba, começou nesta terça-feira (28) uma nova etapa do cumprimento de um acordo com o MP-SP (Ministério Público do Estado de São Paulo), que prevê a recuperação de uma área da Mata Atlântica em seu campus equivalente a seis campos de futebol.
O termo de ajuste foi firmado junto ao MP-SP há 20 anos. Através dele, o campus possui pelo menos 100 mil árvores de mais de 100 espécies de árvores nativas da Mata Atlântica.
“O processo de adequação ambiental do campus Esalq começou em 2003 porque nós não cumpríamos o que o Código Ambiental previa de cobertura de vegetação nativas nas matas ciliares. Estamos falando de áreas que eram usadas há décadas para experimentação agrícola e agropecuária, que tinham uma importância fundamental para os departamentos na produção do conhecimento, mas que deveriam por força de lei serem recuperadas”, explica Pedro Brancalion, professor do Departamento de Ciências Florestais da Esalq, em entrevista ao g1.
A nova etapa, que começou nessa terça-feira, nas proximidades do Córrego Monte Olimpo, vai contar com uma nova técnica de plantio, além de um novo herbicida. De acordo com Eduardo Campos Filho, biólogo da USP, o procedimento foi denominado de “muvuca de sementes”.
A ONG The Nature Conservancy Brasil também faz parte da campanha e possui um projeto chamado Restaura Brasil, que pretende restaurar grandes áreas do país. Além disso, a nova etapa também vai recuperar a lagoa da universidade, para que ela possa ser utilizada no abastecimento do próprio campus de forma sustentável.
Essa parceria com a ONG ainda tem como objetivo restaurar áreas de outros estados, como Minas Gerais, na Serra da Mantiqueira.





