sábado, 23 maio 2026
RAÇAS PERIGOSAS

Sumaré procura tutor de cão da raça pitbull que atacou alunos de escola municipal em Nova Veneza

Animal invadiu EMEF Professora Flora Ferreira Gomes, no Ângelo Tomazin, deixando crianças de 7 e 9 anos feridas
Por
Vagner Salustiano
Ataque do cão aconteceu por volta das 17h10 da última quarta-feira, na saída dos alunos. Foto: Prefeitura de Sumaré

A Prefeitura de Sumaré ainda busca imagens de câmeras de segurança que possam identificar de onde veio e quem são os tutores responsáveis pelo cão da raça pitbull que atacou dois alunos no horário de saída da EMEF Professora Flora Ferreira Gomes, no Conjunto Residencial Ângelo Tomazin, na região de Nova Veneza, na tarde da última quarta-feira (20).

Segundo a Secretaria Municipal de Educação de Sumaré, o incidente aconteceu por volta das 17h10. Segundo relatos, um cão da raça pitbull entrou nas dependências da unidade escolar durante o horário de saída dos alunos e atacou duas crianças, de 7 e 9 anos.

Adultos que estavam próximos conseguiram intervir rapidamente, impedindo uma situação mais grave. O animal fugiu em seguida e, até a tarde de sexta-feira (22), ainda não havia sido identificado ou capturado.

Intervenção de pais impediu tragédia
As crianças sofreram mordidas e arranhões superficiais, foram prontamente atendidas, medicadas e passam bem, sem riscos à saúde.

Na manhã da quinta-feira (21), equipes da Secretaria de Educação estiveram na unidade escolar para acolher as famílias, ouvir os relatos e acompanhar de perto a situação.

Durante reunião com os pais das crianças envolvidas, foi firmado o compromisso de revisar e reforçar os procedimentos de entrada e saída dos alunos, além da oferta de acompanhamento psicológico às crianças atacadas.

Escola classifica como “situação eventual”
Para os demais estudantes que presenciaram o ocorrido, a equipe escolar iria realizar um trabalho educativo e de acolhimento, apontou a gestão municipal em nota.

A secretaria ressaltou ainda que, “conforme relato dos próprios responsáveis, a unidade conta com monitores no portão durante os horários de fluxo escolar, tratando-se de uma situação eventual. Ainda assim, medidas preventivas e possíveis melhorias nos protocolos de segurança seguem em análise”.

Paralelamente, a pasta também realiza levantamento de imagens de câmeras de monitoramento dos arredores da escola, para tentar identificar o tutor do animal, que estava utilizando coleira no momento do ocorrido.

Lei estadual já obriga uso de focinheira
Lembrando que a Lei Estadual nº 11.531/2003 já obriga que cães de raças potencialmente perigosas devem usar coleira, guia e focinheira em vias públicas, logradouros ou locais de acesso público, como praças e parques.

As raças consideradas perigosas, neste caso, incluem pitbull, rottweiler, mastim napolitano, american staffordshire terrier e outros cães de porte físico, força e comportamento semelhante. A legislação também inclui derivados de misturas dessas raças. A fiscalização cabe à Polícia Militar.

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