Peça tem como protagonistas Luís Miranda e Mateus Solano
Sucesso de público e crítica, a comédia besteirol “O Mistério de Irma Vap” será apresentada em Campinas, no Teatro Oficina do Estudante Iguatemi, nos dias 17 e 18 de setembro – no sábado, às 21h30 e, no domingo, às 19h. Os atores Luís Miranda e Mateus Solano são os protagonistas nesta montagem adaptada e dirigida pelo encenador Jorge Farjalla à partir do texto de Charles Ludlam. A classificação etária é de 12 anos. Os ingressos custam entre R$ 70,00 e R$ 180,00 (de acordo com o setor) e estão à venda no site www. ingressodigital.com e nas bilheterias do Teatro.
A trama original se passa em um lugar remoto da Inglaterra e conta a história de Lady Enid, a nova esposa do excêntrico Lord Edgar. Ela tem que se adaptar a viver em uma mansão mal-assombrada pelo fantasma da primeira esposa de seu marido, Irma Vap, um lugar onde o filho do casal foi morto por um lobisomem. Na casa, há uma governanta que assume a posição de rival da recém-chegada. Para retomar o amor de seu marido, Lady Enid come o pão que o diabo amassou e pratica peripécias divertidas. Em cena, os dois atores interpretam os vários personagens, entre humanos e assombrações.
O texto foi montado pela primeira vez em 1984 em um pequeno teatro em Greenwich Village, em Nova York, nos Estados Unidos, pela companhia Ridiculous Theatrical Company, do próprio Charles Ludlam. Ele fez uma paródia dos clássicos e inspirou-se em um gênero da Inglaterra Vitoriana chamado “penny dreadful” (que pode ser traduzido como “terror a tostão”) para criar um novo tipo de comédia, o melodrama vitoriano. “Usamos como referência os filmes de terror, como “Pague para Entrar, Reze para Sair”, de Tobe Hooper; “Rebecca”, de Alfred Hitchcock, e a estética dos anos 80. Mergulhamos também no universo do videoclipe de “Thriller”, de Michael Jackson, que foi dirigido pelo cineasta John Landis, uma referência do que é um filme de horror. Além disso, a obra tem várias citações de Shakespeare, principalmente de Hamlet. Desfragmentamos todas as camadas do texto para ver o que estava por trás dele e ressignificar a obra”, conta o diretor e encenador Jorge Farjalla.
A primeira e icônica montagem brasileira do texto, com direção da saudosa atriz Marília Pêra e atuação de Ney Latorraca e Marco Nanini, estreou em 1986 e ficou em cartaz durante 11 anos consecutivos, o que garantiu ao texto o registros no livro Guiness World Records. A peça ficou marcada na história do teatro por uma espécie de gincana de troca de figurinos por Nanini e Latorraca.
O espetáculo, ainda segundo o diretor, tem a proposta de expor aos olhos do público essa troca de roupas e enfatizar ainda mais o texto e o trabalho dos atores.
“Nós teatralizamos a troca de roupas. Eu quero mostrar para o espectador o teatro como uma grande ilusão e o ator como um grande mago, que pode criar tudo na frente do público e fazê-lo acreditar naquela situação. Quero que a plateia sinta o trabalho dos atores e como eles vão dividir esses personagens em um jogo de espelhos. O próprio texto de Ludlam sugere o jogo teatral”, comenta.





