Americanense Thiago Sales é o palhaço e diretor do Gran Cirque
Circo Caramba e Damião e Cia estreiam o espetáculo “Gran Cirque Brado”, no Sesc Campinas. A montagem cômica será encenada no próximo sábado (16), às 16h, no Espaço Arena. Com valores entre R$ 7,50 e R$ 25, ingressos já estão à venda. Crianças com até 12 anos acompanhadas de um adulto pagante entram de graça.
Os organizadores dão uma dica do show: Experimente ler o nome desse espetáculo cômico tentando unir as duas últimas palavras: “cirquebrado”. Conseguiu? O tom inicial da montagem é justamente esse: as dificuldades de uma trupe paupérrima de circo. E o desfecho? Para descobrir, basta assistir ao “Gran Cirque Brado”, do Circo Caramba e da Damião e Cia.
Para começar, o espetáculo, que originalmente contou com a colaboração artística dos artistas Bruno Peruzzi, Júnior Taz e Rodrigo Robleño, propõe um grande encontro de palhaços: o de Jerônimo (Thiago Sales), do Circo Caramba, com Begônia (Fernanda Jannuzzelli) e Currupio (Rodrigo Nasser), da Damião e Cia.
Na trama, eles viverão os netos de Stoy Fallid, o fundador do “Gran Cirque Brado”, trupe que resiste, beirando a quase falência, à falta do Respeitável Público.
“Em um determinado momento, a plateia deixa de ir a esse circo e nem mesmo os palhaços sabem o motivo desse abandono. Contudo, seguem sonhando com a volta do público. E ele retorna! Com isso, esses palhaços enxergam uma oportunidade de salvar o circo da família. Mas, para tanto, precisam fazer um grande espetáculo. Como o restante da trupe foi embora, o trio vai tentar dar conta de toda a apresentação, fazendo o que sabem e também o que não sabem”, conta o americanense Thiago Sales, o Palhaço Jerônimo, que assina a direção e o roteiro da montagem.
Quem assistir ao espetáculo perceberá o diálogo entre diversas virtuoses circenses. Além da palhaçaria, outras delas recheiam a cena, como a música, a acrobacia, a mágica e o arremesso de facas. Todas, é claro, ao sabor da comicidade. “Imersos dentro desta dramaturgia inédita, os números que compõem a montagem são inspirados no repertório do palhaço tradicional de picadeiro, na releitura de uma cena de acrobacia cômica do espetáculo “Caramba, quanta bobagem!”, do Circo Caramba, além dos criados especialmente para o Gran Cirque Brado”, destaca o diretor.
Rendendo-se ao spoiler, Thiago Sales comenta sobre um número musical desenvolvido exclusivamente para o espetáculo em cartaz. Na cena, Jerônimo, Currupio e Begônia se propõem a fazer um concerto especial (e nada convencional) para a plateia a partir de trompete, violão e zabumba. “Ao mesmo tempo em que tocamos os nossos instrumentos, executamos uma coreografia e ainda tocamos os instrumentos uns dos outros de uma forma nada tradicional. Tudo isso juntos e misturados. Não arremessamos os instrumentos para cima, mas o número é quase um malabarismo musical”, descreve.
Na mesma sintonia de diálogo, a estética do espetáculo se torna um convite à pluralidade cênica. Justificável: a montagem combina a linguagem da palhaçaria, da música e de outras virtuoses circenses, marca do Circo Caramba, com a do teatro popular, em especial o de rua e o circo-teatro, matéria-prima da Damião e Cia. “Essas duas facetas da pesquisa de cada grupo contribuem enormemente para a criação de uma obra plural, que explora um amplo espectro das espetacularidades populares e está apta a divertir, impressionar e emocionar o grande público”, destaca Rodrigo Nasser, o Palhaço Currupio.
O “Gran Cirque Brado” ainda trata dos reencontros e da importância da galhofa no dia a dia. “As artes da cena, como o teatro e o circo, promovem o encontro entre as pessoas que, coletivamente, participam de uma experiência única. Depois de tanto tempo de isolamento social, em que esse encontro não podia acontecer, a volta desse evento coletivo já é por si só necessária. E, com este espetáculo, pautado pela palhaçaria, ainda ressaltamos a importância do riso e do humor em nossa vida”, avalia Fernanda Jannuzzelli, a Palhaça Begônia.
“O espetáculo tem muito a ver com resiliência, persistência, resistência e em não desistir daquilo que você acredita”, finaliza Thiago Sales




