A exposição “Björk Digital”, que foi lançada no dia 18 de junho no MIS (Museu da Imagem e do Som), em São Paulo, reunindo uma coleção de vídeos com realidade virtual, chega a sua última semana de exposição.
Programada para ser encerrada no próximo domingo (18), esta é a última semana para os fãs poderem curtir essa que é, de certa maneira, uma homenagem à artista que, há décadas, inova o cenário musical.
Aos 53 anos, Björk fala com placidez sobre a passagem do tempo e critica a discriminação contra as mulheres, de quem se espera que nem a voz envelheça. Afinal, a artista islandesa dá exemplos, Frank Sinatra e Johnny Cash puderam envelhecer. Suas vozes eram tidas como charmosas. Whitney Houston, no entanto, foi ridicularizada por não conseguir mais cantar com os mesmos agudos que ela alcançava em sua juventude.
MIS
Hospedada pelo MIS, a mostra traz vídeos, música e realidade virtual com curadoria do Manchester International Festival. A exposição já passou por cidades como Londres, Tóquio e Moscou.
O filé mignon é a coleção de vídeos em realidade virtual do álbum ‘Vulnicura’, de 2015. A canção ‘Stonemilker’, por exemplo, está gravada em 360 graus em uma triste praia islandesa -com os óculos digitais, Björk parece cantar diretamente ao espectador, fazendo doer dentro dele.
Há também uma sala de cinema com diversos de seus videoclipes mais clássicos. Essa parte deve agradar, em especial, aos fãs de carteirinha, que poderão rever ‘Army of Me’ (dirigido por Michel Gondry), ‘It’s Oh So Quiet’ (Spike Jonze) e ‘Venus as a Boy’ (Sophie Muller).
O MIS também recebe uma área educativa com tablets com os aplicativos criados pela cantora para o álbum ‘Biophilia’, de 2011, que trata da relação entre o homem e a natureza.
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