A sarcopenia, condição caracterizada pela perda progressiva de massa muscular, já atinge também pessoas mais jovens. O avanço do quadro está relacionado a fatores como sedentarismo, alimentação inadequada e ao uso indiscriminado de medicamentos para emagrecimento rápido.
Segundo a fisioterapeuta Keli Firmino, de Paulínia, o conceito precisa ser ampliado. “Sarcopenia é nada mais nada menos do que perda de massa muscular. Hoje tem jovens que já têm essa perda muscular rápida, acelerada”, explica.

A redução da musculatura impacta tarefas simples do dia a dia, como subir escadas, caminhar com segurança e manter a força física. Quedas frequentes e dificuldade para realizar movimentos básicos também podem ser sinais de alerta. “Isso mostra que o nosso músculo está cada dia mais fraco”, afirma a especialista.
Emagrecimento sem orientação amplia riscos
O uso das chamadas canetas emagrecedoras ganhou popularidade, mas também passou a preocupar profissionais da saúde. Quando utilizadas sem acompanhamento e sem estímulo muscular adequado, elas podem acelerar a perda de massa magra.
“O problema é que o corpo não perde só gordura, perde músculo também. E aí o paciente começa a ter sarcopenia”, alerta Keli. Ela destaca ainda que a redução muscular pode agravar o quadro em situações de internação ou recuperação de doença. “Se eu preciso ficar internado, por exemplo, não tenho reserva nenhuma. Isso piora o prognóstico e aumenta o tempo de recuperação”, explica.
Prevenção exige rotina saudável
A prevenção da sarcopenia está ligada a três pilares: alimentação adequada, prática de exercícios físicos e sono de qualidade. “Não existe fórmula mágica. Alimentação, sono e exercício precisam estar alinhados”, destaca a fisioterapeuta.
A orientação, segundo ela, vai além da estética. Preservar a massa muscular é importante para garantir sustentação do corpo, autonomia e melhor resposta do organismo em situações adversas. O cuidado contínuo ajuda a reduzir riscos e mantém a funcionalidade ao longo da vida.
Reabilitação mostra resultados
A psicopedagoga Ketely Cardoso vivenciou na prática os efeitos da perda muscular após uma lesão no tornozelo. Ela ficou meses sem conseguir andar e teve redução significativa da força na perna. “Eu tive bastante perda muscular, vários movimentos eu não conseguia fazer”, relata.
Com fisioterapia e pilates, ela recuperou os movimentos e passou a ter melhora na qualidade de vida. “Hoje estou tendo perda de peso e ganho de massa muscular”, conta. O caso reforça a importância do acompanhamento profissional e da constância no tratamento, tanto para reabilitação quanto para prevenção.
A recomendação dos especialistas é manter o corpo em movimento e cuidar da alimentação para evitar a perda muscular e preservar a saúde em todas as fases da vida.





