sábado, 15 agosto 2026

Autores das ameaças de morte contra o goleiro Cássio são identificados pela polícia

O Clube já acionou a Delegacia de Polícia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva (Drade) e outros departamentos para tomar todas as medidas cabíveis 

Os apontados como responsáveis pelas ameaças devem ser ouvidos ainda hoje pelos policiais. (Foto: Divulgação)

Cássio procurou a polícia assim que recebeu as ameaças. Segundo o delegado da Polícia Civil, o goleiro chegou visivelmente abalado à delegacia para fazer o boletim de ocorrência. “Ele chegou aqui na base chorando, muito nervoso porque a mulher ligou para ele e falou que queria ir embora do Brasil”, disse Saad.

A Polícia Civil de São Paulo identificou nesta sexta-feira (8) cinco  suspeitos responsáveis pelas ameaças de morte contra o goleiro Cássio, do Corinthians. O jogador recebeu mensagens de áudio e texto na quinta-feira (7) que pediam sua saída do clube paulista após os maus resultados na reta final do Paulistão 2022 e na estreia da Libertadores.

Os apontados como responsáveis pelas ameaças devem ser ouvidos ainda hoje pelos policiais. A investigação deve ouvir também outras pessoas ligadas ao goleiro, às torcidas organizadas e ao Corinthians.

De acordo com o delegado da Polícia Civil, a torcida organizada do Timão negou ter participação nas ameaças. “Eles procuraram tanto o Corinthians como a delegacia para dizer que não têm participação nisso”, afirmou.

Após o ocorrido, o Corinthians publicou uma nota de repúdio sobre as ameaças, em que afirmou ter acionado a Delegacia de Polícia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva.

Nota oficial do Corinthians sobre as ameaças:
“O Sport Club Corinthians Paulista repudia veementemente quaisquer manifestações criminosas de ameaça à integridade física de atletas – e seus familiares – da nossa centenária instituição.

A cobrança pacífica à equipe por resultados faz parte da cultura do futebol, porém, quando a vida de qualquer um é colocada em risco, o protesto se torna crime e não pode passar impune.

O Clube já acionou a Delegacia de Polícia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva (Drade) e outros departamentos para tomar todas as medidas cabíveis e assim garantir a segurança de todos os atletas. É lamentável esse tipo de atitude. Isso é crime e deve ter punição.”

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