Descontente na reserva, Nenê irrita dirigentes

Demonstrações de aborrecimento do meia são frequentes; Everton treina e deve jogar

Sentado no banco de reservas durante todo o empate por 2 a 2 do São Paulo com o Flamengo, no último domingo, Nenê saiu do Morumbi irritado. Ele deixou claro o seu descontentamento, o que incomodou membros da comissão técnica e dirigentes tricolores.

Não foi o primeiro gesto desse tipo do atleta de 37 anos. As demonstrações de aborrecimento são comuns e têm exigido esforço do treinador Diego Aguirre na condução do problema.

Os atos eram mais tolerados quando Nenê estava bem. Assim, quando ele foi substituído nas vitórias sobre Atlético-PR e Cruzeiro, no primeiro turno, e exibiu seu azedume, deixou-se rapidamente de lado a situação. Afinal, a equipe e seu camisa 10 viviam boa fase.

Tudo mudou, porém, na virada para o returno do Campeonato Brasileiro. O meia marcou no jogo que abriu a segunda metade da competição, contra o Paraná, e entrou em jejum.

Em período que coincidiu com a contusão de Everton e a queda do São Paulo, o paulista de Jundiaí também caiu muito. Ele foi sacado três vezes seguidas e, contra o Palmeiras, voltou a mostrar irritação publicamente.

O atleta virou reserva e, após dez jogos sem marcar, conheceu situação que ainda não tinha vivido no Brasileiro: passou o jogo inteiro no banco. Terminado o duelo com o Flamengo, deixou rapidamente o estádio, de cara amarrada e calado.
Aguirre e os dirigentes do São Paulo ainda creem na utilidade de Nenê. Mas deixaram claro a ele que não é hora de fazer manha.

EVERTON

Sempre há cautela quando se trata do frágil Everton. Ao que tudo indica, porém, o meia-atacante de 29 anos voltará ao time do São Paulo contra o Corinthians, no próximo sábado, em Itaquera.

O atleta treinou normalmente ontem, sem restrições aparentes. De acordo com o clube, trabalha sem limitações e está recuperado dos recorrentes problemas que teve na coxa esquerda.

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