segunda-feira, 17 agosto 2026

Palmeiras busca centroavante para ganhar Abel

No time construído para o Mundial, Rony voltou a ser escalado nessa função, mas Abel entende que essa não é a solução 

Na academia | Abel Ferreira conversa com jogadores durante treino nesta terça (Foto: Fabio Menotti/Palmeiras0

Em um esforço para realizar a vontade do técnico Abel Ferreira, que tem feito declarações pouco assertivas sobre seu futuro no Palmeiras, a diretoria alviverde decidiu retomar sua busca por um centroavante no mercado da bola. O português não faz questão alguma de esconder que quer um camisa 9 que faça a diferença em campo. Pelo contrário: ele tem batido nesta tecla há muito tempo, interna ou externamente. E isso até independe de Luiz Adriano já ter ido embora e de Deyverson estar ou não fora dos planos.

No time construído para o Mundial, Rony voltou a ser escalado nessa função, mas Abel entende que essa não é a solução. Para constar, na final contra o Chelsea, o veloz camisa 10 palmeirense, inclusive, jogou bem distante da área, praticamente como um lateral direito.

Então, agora pensando no desenrolar da temporada, um nome que deve voltar à tona é o do argentino Taty Castellanos, do New York City, da MLS. O centroavante foi o principal alvo do Palmeiras já antes do embarque para os Emirados Árabes, mas a negociação esbarrou na questão financeira.

No entanto, com a janela europeia fechada, não restam muitas opções para negociar o jogador, e o grupo City -que gere a equipe americana e tem boa relação com o Palmeiras- pode diminuir a pedida.

O fracasso nas negociações por Castellanos e Lucas Alario, do Bayer Leverkusen (ALE), deixaram o técnico português frustrado. Abel não teve o centroavante que tanto queria antes da competição mais importante que poderia disputar. Faltou poder de fogo contra o Chelsea, na tentativa de busca do gol nas chances de contra-ataque criadas, especialmente no primeiro tempo.

O Palmeiras sabe que Abel Ferreira está avaliando se seguirá ou não no comando alviverde. Com apoio total da diretoria e do torcedor, o português pesa na balança a saudade da família e tudo que envolve o futebol brasileiro: calendário apertado, excesso de viagens, convocações e imprensa.

O clube tentou estender o vínculo do comandante recentemente, mas ele rejeitou. A proposta segue valendo e, se dependesse da diretoria alviverde, o português ficaria por muito mais tempo na Academia. Desde a volta do Mundial, o treinador comandou apenas um treino, nesta terça-feira (15), dia de reapresentação do elenco e véspera da partida contra a Ferroviária, às 19h desta quarta (16), pela 7ª rodada do Campeonato Paulista. | FP

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