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‘Pensei que ia morrer’, disse Marquinhos, ex-jogador do Rio Branco sobre coronavírus

Ex-atleta se recupera trancado em quarto com a esposa enquanto os 3 filhos ficam em outro andar

Ex-jogador do Rio Branco, o lateral-esquerdo Marquinhos (Marcos Honório da Silva), 44, venceu uma batalha contra o coronavírus. Morador de Caieiras, ele passou dias internado em UTI (Unidade de Terapia Intensiva) de hospital na Capital. Em casa há cerca de duas semanas, Marquinhos conta que pensou que ia morrer. “Passei pelo vale da sombra da morte”, disse. 

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Infectado pelo coronavírus, Marquinhos foi internado em hospital de Caieras e depois foi transferido para a Capital, intubado e chegou a se alimentar por sonda e respirar com ajuda de aparelhos na UTI. Médicos disseram que o caso do ex-jogador foi um caso muito grave de excelente recuperação. Além disso, ele infectou sua esposa, que também ficou internada. 

Os dois agora estão isolados em casa, aguardando os 14 dias de quarentena. O casal está trancado em seu quarto e não pode ver seus três filhos que estão morando no andar de baixo da casa até o fim do prazo. Muito debilitado fisicamente, com fibrose nos pulmões, Marquinhos se recupera em casa aliviado de ver a esposa bem e de deixar o hospital. 

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Ele conversou com a reportagem e contou que teve certeza que ia morrer, inclusive chegou a dizer a Deus que estava pronto para deixar a Terra. O ex-jogador iniciou a entrevista frisando que será um prazer poder alertar outras pessoas, “através de um grande susto e muita dor”. Marquinhos ainda desabafou: “e tem gente que acha que é uma gripezinha”. 

O ex-atleta relata que não tem ideia de onde e como foi contaminado. “Os médicos do Samaritano Paulista (hospital onde ficou internado na Capital) disseram que é muito complexo. Pode ter sido no mercado, posto de gasolina, até mesmo encostar as mãos em paredes”, afirmou. 

Marquinhos começou a sentir febres e dores no corpo na noite do dia 4 de abril. No dia seguinte, foi ao Hospital de Clínicas de Caieiras. “Pedi uma tomografia computadorizada, pois as dores nas costas eram fortes e eu tinha muita febre, 39 graus. Saiu o resultado e constataram que eu estava com 20% do pulmão comprometido. Diagnosticaram de início que eu tinha pneumonia viral”, conta. 

Os médicos receitaram Azitromicina por cinco dias, mas não adiantou. Terminado o uso do medicamento, Marquinhos piorou de uma forma agressiva e foi para 50% dos pulmões comprometidos. Ele foi internado no dia 13 de abril, em Caieiras. 

Dois dias depois, sentiu falta de ar e dificuldade de respirar, foi intubado pelos médicos “para melhor conforto”. No dia 16 foi transferido para o hospital na Capital, onde foi internado na UTI. “Fui transferido muito debilitado. Já não conseguia mais respirar sozinho”. 

Foi quando o ex-lateral do Tigre teve a certeza de que ia morrer.

“Sim, pensei que ia morrer. Não tinha dúvida dos sintomas. Cheguei também a conversar com Deus na hora que ia ser intubado, dizendo a Ele que não iria aguentar e que se Ele quisesse, poderia sim me levar, que eu estava pronto”, conta. 

Para piorar, Marquinhos tinha outra preocupação. “Meu maior medo era minha esposa. Pois ela foi infectada por mim e ela tem problemas nos brônquios. Dois dias depois que eu fui internado em São Paulo, ela ficou internada por sete dias em Franco da Rocha”. 

A esposa teve alta e passa bem, se recuperando em casa. O casal tem três filhos, dois meninos, de 9 e 13 anos, e uma jovem de 19 anos. 

“Temi bastante que tivesse infectado meus filhos, mas sabia que não corriam risco de morrer por serem novos”, revela. Depois de dias na UTI, Marquinhos começou a apresentar melhoras e aos poucos foi evoluindo até deixar a ala. Após dias na enfermaria, conseguiu voltar a respirar sem aparelhos e recebeu alta. 

Marquinhos agradeceu os profissionais de saúde dos dois hospitais e sua família. “Meus irmãos se desdobraram em meu favor e em Cristo, oraram muito por minha vida”. Exemplo pessoal do perigo do coronavírus, Marquinhos disse ser “o milagre vivo” e alertou para os que duvidam da força da doença e da pandemia. 

“Muitos não têm noção deste vírus tão implacável. Temos que valorizar muito mais os profissionais de saúde e a educação do nosso país, por isso sofremos muito. Será preciso anos de muito trabalho para evoluirmos”, aponta. 

Marquinhos agradeceu o carinho de amigos de Americana e do Rio Branco. Ele disse ter ficado emocionado. 

“Americana é uma parte da minha vida, o Rio Branco. Aprendi muito, tenho muitos amigos aí”, afirmou. 

O ex-jogador deixou um recado para os americanenses e para toda a população: “Por favor não seja um perdedor, onde a ignorância reina sobre as famílias. Sejam prudentes, pois a prudência é o princípio da sabedoria. Assim venceremos esta batalha terrível”. 

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