sexta-feira, 14 junho 2024

Ponte erra muito e é desclassificada da Copa do Brasil

Técnico Hélio dos Anjos disse ter sido vítima de racismo 

Foto: Tiago Winter/Brasil

A Ponte Preta está desclassificada da Copa do Brasil, após derrota para o Brasil de Pelotas na noite desta terça-feira (7). A equipe sofreu 2 a 0 dos donos da casa e se despede da competição ainda na segunda fase. Com a derrota, a equipe deixou de ganhar aproximadamente R$ 2,1 milhões caso avançasse.

O Brasil de Pelotas entrou mais “ligado” no jogo, pressionando a Macaca que não se encontrou em campo.
Essa é apenas a segunda derrota da Ponte no ano, mas uma queda precoce na competição para uma equipe que está abaixo em níveis de campeonato brasileiro. A ponte joga a série B, enquanto, o Brasil de Pelotas está na Série D.
O foco agora é no estadual, onde líder, a Ponte encerra a primeira fase no sábado, contra o Noroeste, em Campinas, às 15h.
Racismo e Homofobia
De acordo com o treinador Hélio dos anjos, que completou 65 anos nesta terça, as ofensas ocorreram no retorno das equipes para o segundo tempo de jogo.
“Ninguém aqui está fazendo onda. Eu sou um treinador negro que, nunca tive, a primeira vez na minha vida, em 38 anos de bola que eu fui chamado da palavra que fui chamado hoje. Inclusive sou muito tranquilo para falar sobre isso”, disse o técnico em entrevista para o Globo esporte.
O árbitro da partida, Felipe Fernandes, relatou o ocorrido em súmula. Confira:
“No retorno do intervalo, ao adentrarmos o campo de jogo, fomos chamados pelo Sr. Hélio dos Anjos, técnico da Ponte Preta, que relatou ter sido chamado de nomes de baixo calão por um torcedor localizado na arquibancada social do Brasil de Pelotas, atrás do banco de reservas da equipe visitante. A brigada militar foi acionada e solicitou a identificação do torcedor. O Sr. Hélio dos Anjos não conseguiu identificar o torcedor, motivo pelo qual foi dado andamento ao jogo. Tal fato não foi presenciado ou percebido por nenhum integrante da equipe de arbitragem. Durante a averiguação dos acontecimentos, a torcida localizada na arquibancada social proferiu cânticos vexatórios repetidas vezes. Até o término da súmula, não foi me apresentado nenhum boletim de ocorrência. Nada mais a relatar “, disse o árbitro.

O técnico no entanto, disse que não buscará a Polícia Civil por “não adiantar”, pois segundo ele, é “humanamente impossível identificar em meio a tantos torcedores, quem haveria cometido o crime”. 

Reprodução PonTV

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