Ponte Preta adia assembleia que discutiria criação da SAF
Liminar determinou novas exigências para a realização da votação; clube terá que publicar novo edital e definir outra data para a assembleia
A Assembleia Geral Extraordinária da Ponte Preta, convocada para discutir a criação de uma SAF (Sociedade Anônima do Futebol), foi adiada na noite desta segunda-feira (24), sem que houvesse uma decisão. A mudança ocorreu após uma liminar da Justiça estabelecer uma série de exigências para a realização da reunião.
Decisão judicial muda organização da assembleia
A ação foi movida por associados da Ponte Preta, ligados à oposição, e incluía um pedido para suspender a assembleia. A solicitação, no entanto, não foi acolhida pela Justiça.
A decisão, porém, estabeleceu algumas obrigações para a realização da votação. Entre as determinações está o acompanhamento de todo o processo por um tabelião, responsável por registrar uma ata notarial com detalhes relacionados aos associados que participariam da assembleia.
Segundo o diretor jurídico da Ponte Preta, José Henrique Specie, as exigências não estavam previstas na organização inicial e, por isso, seria inviável cumprir todas as determinações de forma adequada na noite desta segunda-feira.
Nova data ainda será definida
Segundo a direção do clube, diante desse cenário e para que todas as exigências determinadas pela Justiça sejam cumpridas, o presidente do Conselho Deliberativo, José Armando Abdalla Júnior, decidiu adiar a assembleia.
Uma nova data para a realização da reunião será definida em conjunto com os setores operacional e administrativo do clube. Será necessária uma nova convocação por meio de edital, respeitando o prazo mínimo de 15 dias entre a publicação e a realização da assembleia.
Protestos no Moisés Lucarelli
A reunião de segunda-feira também foi marcada por manifestações de torcedores dentro e fora do Estádio Moisés Lucarelli. Grupos contrários à atual gestão levaram faixas e protestaram durante o encontro.
Uma das faixas trazia a inscrição “$AFadeza Não!”. Também foram registrados gritos de “renúncia” direcionados à diretoria do clube.
Jogadores cobram salários atrasados
Além da indefinição sobre a SAF, a Ponte Preta enfrenta outro problema fora de campo. Os jogadores publicaram, na semana passada, uma nota nas redes sociais cobrando o pagamento dos salários atrasados.
Na manifestação, os atletas estabeleceram esta terça-feira (25) como prazo para que os vencimentos fossem regularizados. Caso o pagamento não seja realizado, os jogadores afirmaram que poderão paralisar as atividades do futebol.
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