O São Paulo tem pouco tempo para tentar arrumar a casa antes de enfrentar o arquirrival Corinthians pelo Campeonato Brasileiro. Problemas não faltam para o executivo de futebol tricolor, Raí, e o técnico Fernando Diniz resolverem.
Para complicar ainda mais, nesta semana de expectativa para o clássico, o time ainda jogará fora de casa com o Sport hoje, às 19h, no Recife, em jogo válido pela quinta rodada, e com o Athletico (PR), na próxima quarta-feira (26), no Morumbi, em partida adiantada da 11ª rodada do Brasileiro.
Na sexta (21), Raí foi até o CT da Barra Funda para discutir possibilidades com o treinador para que a equipe deixe a crise no passado. O time tricolor ainda não embalou desde a retomada das competições após a pausa de quatro meses por causa da pandemia do novo coronavírus.
Após o empate com o Bahia na quinta (20), em pleno Morumbi, a pressão aumentou ainda mais sobre Diniz – nos bastidores do clube, há quem diga acreditar que ele não estará no cargo até o clássico. Raí, por sua vez, respalda o técnico, mas outra sequência ruim pode deixar a situação insustentável.
A torcida também se mostra insatisfeita com o desempenho do time. Protestos pedindo a saída do treinador e de dirigentes foram realizados nos últimos dias. O clube sabe que para reconquistar a confiança dos são-paulinos será preciso vencer os próximos desafios.
Internamente, o treinador e os dirigentes de futebol tentam trabalhar para melhorar o clima e tornar o grupo coeso. O próprio Raí admitiu em coletiva na quinta que a crise financeira e a negociação salarial durante a pausa desgastaram o ambiente e alguns jogadores ficaram insatisfeitos.
Até aqui, Alexandre Pato e Anderson Martins rescindiram contratos, enquanto Everton foi envolvido em troca com Luciano, que defendia o Grêmio. O recém-contratado, aliás, pode aparecer entre os titulares do time frente ao Sport, após ter deixado o banco para marcar contra o Bahia.




