Mais jovem capitão do Porto (POR) na história da Liga dos Campeões da Europa, o meia Rúben Neves, 21, era cobiçado por alguns dos principais clubes europeus. Guardiola considerava pedir para o Manchester City oferecer 65 milhões de euros (R$ 293 milhões) para comprá-lo.
Causou surpresa o anúncio, no início de julho, de que Neves era reforço do Wolverhampton Wanderers, recém-promovido para a primeira divisão do futebol inglês.
Mas quem analisar o elenco e histórico recente da equipe, não ficará tão surpreso assim.
Neves é empresariado por Jorge Mendes. Assim como mais oito titulares da equipe conhecida como Wolves que hoje enfrenta o Manchester City pela terceira rodada do Inglês.
Mendes também tem entre seus clientes o técnico Nuno Espírito Santo. Todos são portugueses, assim como sete jogadores do elenco. O agente é “conselheiro” do conglomerado chinês Fosun, que comprou o clube por R$ 236,5 milhões (valores atuais) em 2016.
Desde então, o Wolverhampton investiu 170 milhões de euros (R$ 766 milhões) em reforços. Saiu da terceira divisão para a elite inglesa. Na temporada passada, ganhou a liga de acesso com um pé nas costas.
E ligação tão profunda levanta suspeitas. Em 2017, o Leeds United pediu que English Football League (que organiza os torneios fora da primeira divisão) investigasse esta relação. Não foi comprovado nada de irregular.
“Não há qualquer qualquer reclamação formal de qualquer clube da Premier League a respeito do Wolverhampton Wanderers ou seus dirigentes”, disse a entidade que organiza o principal torneio do país, em e-mail enviado à reportagem.
A queixa é que a ligação entre os donos do clube e Mendes vai além da consultoria. Guo Guangchang, presidente do grupo Fosun, conglomerado avaliado em US$ 8,1 bilhões (R$ 40 bilhões) tem participação acionária na Gestifute, a agência de Jorge Mendes. Como conselheiro, Mendes pode indicar jogadores e fazer intermediação das tratativas. Ao contratar um reforço, o agente deste leva uma comissão.




