terça-feira, 11 agosto 2026
NO TIVOLLI SHOPPING

Exposição celebra os 70 anos da Romi-Isetta, primeiro carro produzido em série no Brasil

Mostra gratuita no Tivoli Shopping reúne veículo histórico, documentos e imagens sobre o pioneirismo da indústria automobilística nacional
Por
Redação

A Fundação Romi promove, a partir do dia 14 de agosto, a exposição “Romi-Isetta 70 anos”, no Tivoli Shopping, em Santa Bárbara d’Oeste. A mostra marca o início das comemorações pelos 70 anos do lançamento da Romi-Isetta, primeiro automóvel produzido em série no Brasil.

Com entrada gratuita, a exposição reúne documentos de época, desenhos técnicos, fotografias históricas e um exemplar da Romi-Isetta fabricado em 1958, permitindo ao público conhecer a trajetória do veículo que marcou o início da indústria automobilística brasileira.

A exposição ficará disponível na Entrada A do Tivoli Shopping entre os dias 14 e 30 de agosto.

História do primeiro carro produzido em série no país
A produção da Romi-Isetta foi uma iniciativa da Romi, empresa fundada em 1930 em Santa Bárbara d’Oeste e reconhecida pela fabricação de tornos e implementos agrícolas. Em 1955, Américo Emílio Romi e seu enteado, Carlos Chiti, conheceram o Iso Isetta, veículo urbano produzido na Itália. Após importar duas unidades para avaliação e comprovar sua viabilidade, a empresa obteve a licença para fabricar o modelo no Brasil.

Mesmo diante das dificuldades enfrentadas pela fabricante italiana no período pós-Segunda Guerra Mundial, a Romi assumiu o projeto, estruturou uma rede de fornecedores nacionais e iniciou a produção em Santa Bárbara d’Oeste. A primeira unidade deixou a linha de montagem em junho de 1956. O lançamento oficial ocorreu alguns meses depois, após a formação de estoque e da rede de vendas e assistência técnica.

Modelo antecipou conceitos de mobilidade urbana
Compacta, econômica e desenvolvida para uso urbano, a Romi-Isetta apresentou características consideradas inovadoras para a época. O veículo possuía carroceria aerodinâmica em formato de gota, porta frontal única, ampla área envidraçada e utilização de materiais leves, soluções inspiradas na indústria aeronáutica.

Essas características contribuíram para a popularização do modelo, que recebeu destaque na imprensa e conquistou admiradores também entre artistas da época, como Eva Wilma e John Herbert.

Evolução técnica marcou a trajetória do veículo
As primeiras unidades utilizavam motor Iso de dois tempos, com 236 cm³ e potência de 9,5 hp, alcançando velocidade máxima de 85 km/h e consumo aproximado de 25 km por litro.

Em 1959, a Romi lançou a versão 300 de Luxe, equipada com motor BMW de quatro tempos, 298 cm³ e 13 hp, além de melhorias mecânicas, técnicas e estéticas.

A produção foi encerrada em 13 de abril de 1961, quando a última Romi-Isetta saiu da linha de montagem após cumprir seu papel no desenvolvimento da indústria automobilística nacional.

Serviço – Exposição: Romi-Isetta 70 anos

  • Local: Tivoli Shopping – Entrada A
  • Período: 14 a 30 de agosto
  • Realização: Fundação Romi
  • Patrocínio: Azimut e Romi S.A.
  • Apoio: Tivoli Shopping, Balmax Gestão de Serviços e Prefeitura de Santa Bárbara d’Oeste, por meio da Secretaria de Segurança, Trânsito e Defesa Civil.
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