domingo, 10 maio 2026

São Paulo alcança 2,5 GW de potência instalada e se aproxima da liderança nacional em energia solar

Estado está perto da primeira posição entre todos os estados brasileiros

Foto: Divulgação

Por Redação

São Paulo se tornou o segundo do país a superar a marca de 2,5 GW de potência instalada em geração própria de energia, marca alcançada em 1º de março, unindo-se a Minas Gerais, atualmente com 2,540 GW. Essa ordem, porém, deve mudar em breve.

Em 2022, São Paulo foi o estado que mais agregou potência ao sistema elétrico nacional com 1,1 GW – à frente de Minas Gerais (844 MW) e Rio Grande do Sul (830 MW), segundo e terceiro colocados, respectivamente. Se mantiver esse ritmo, São Paulo deve ultrapassar em breve o Minas Gerais e se tornar o estado com maior capacidade instalada para gerar a própria de energia.

Os sistemas de geração própria de energia estão presentes em todos os 645 dos municípios paulistas, sendo a capital a cidade com maior volume de potência instalada (84,3 MW). No ranking por cidades, Ribeirão Preto (69,9 MW) ultrapassou Campinas (64,9 MW), alcançando o segundo lugar.

Recentemente, o governo paulista alterou o regulamento do ICMS de serviços relacionados à bioenergia para fomentar o uso de combustíveis renováveis e aumentar a competitividade na região. Com isso, o estado passou a ter a mesma competitividade nos benefícios tributados que os demais estados do Sudeste.

A energia solar é a mais utilizada pelos prossumidores paulistas (produtores e consumidores de energia), com 2,481 GW (99,2%). Mini e micro termelétricas (UTE) estão em segundo lugar (15,7 MW), seguidas de Centrais Geradoras Hidrelétricas – CGH (3,7 MW).

Em São Paulo, a classe de consumo residencial é a predominante, respondendo por 1,3 GW; logo atrás vem as conexões de estabelecimentos comerciais, com 701,9 MW. Destaque também para as áreas rural e industrial, com 248,1 MW e 146,3 MW, respectivamente.

Para o gerente comercial da INNTAG Energia Solar, uma empresa com sede na cidade de Americana e que atua a 14 anos na cogeração de energia elétrica de diferentes matrizes e em especial a energia solar, é questão de pouquíssimo tempo para que o sistema fotovoltaico assuma a liderança como a principal fonte geradora de energia elétrica.

“Além dos benefícios sociais que a energia solar carrega, ela tem um grande apelo preservacionista, dado que não há a necessidade de desmatamento ou ainda a queima de combustível fóssil ou mesmo vegetal. É uma matriz que tem seu principal insumo entregue diariamente de graça para todos nós, pois o sol brilha para todos e a única coisa que temos de fazer e instalar equipamentos para aproveitar essa fonte inesgotável, limpa e segura de energia”, ressalta.

Energia Limpa e Renovável

Em contraposição às matrizes energéticas termelétricas (movidas à gás natural, diesel ou carvão), biomassa (gerada a partir da queima do bagacilho e palhas), das hidrelétricas (que necessitam inundar grandes superfícies de florestas), e por final a energia nuclear (que tem grandes riscos sociais e ambientais na mineração, beneficiamento e enriquecimento do urânio). A energia solar ou energia fotovoltaica, é totalmente isenta de emissão de poluentes, pois converte os raios solares em energia elétrica. Assim, a energia tem um importante reconhecimento em sustentabilidade ambiental e é classificada como energia verde, por ser segura, limpa e renovável (já que o Sol brilhará ainda por bilhões de anos).

Foto: Divulgação

Economia para o bolso

Segundo a ABSOLAR, o país possui atualmente mais de 1,7 milhão de sistemas solares fotovoltaicos conectados à rede, trazendo economia e sustentabilidade ambiental para cerca de 2,2 milhões de unidades consumidoras.

Desde 2012, foram cerca de R$ 92,1 bilhões em novos investimentos, que geraram mais de 540 mil empregos acumulados no período, espalhados em todas as regiões do Brasil, e representam uma arrecadação aos cofres públicos de R$ 27,4 bilhões, estando presente em telhados e pequenos terrenos em 5.523 municípios e em todos os estados brasileiros, sendo que os estados líderes em potência instalada são, respectivamente: São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso.

O avanço da geração própria de energia solar também ajuda a baratear a conta de luz de todos os consumidores, os que têm e que não têm sistemas solares. Na próxima década, a geração própria de energia solar deve reduzir a conta de luz no País em cerca de 5,6%.

Estímulo à Economia Nacional

O segmento de agronegócio brasileiro, que é a principal estimuladora da economia do país, está cada vez mais valorizado e com uma demanda que não para de crescer. Com isso, os agricultores passaram a buscar alternativas que os ajudassem a reduzir os custos, porém sem interferir na sua produção. E foi a partir disso que a energia solar fotovoltaica se tornou uma das grandes aliadas da agropecuária do Brasil.

De acordo com a Absolar, houve um aumento de 115% na quantidade de sistemas instalados nos campos do Brasil. No primeiro semestre de 2021 eram 44 mil sistemas, já no mesmo período de 2022 eram 94,6 mil.

Outros fatores que mostram o impacto dessa tecnologia na economia brasileira são geração de empregos.

Dados da entidade apontam que entre 2020 e outubro de 2022, foi registrado um aumento de 180% no número de vagas relacionadas à energia solar. Além disso, a arrecadação de impostos aos cofres públicos também obteve alta, de 187%.

Todos os segmentos do agronegócio se beneficiam da economia ao adquirir um sistema de energia solar. Seja na produção leiteira, gado de corte, irrigação, bombeamento de água, secador de café, máquina de pilar café e todos os outros maquinários para a realização das atividades agropecuárias.

Economia gerada e alta demanda

“Sejam consumidores residenciais, ou mesmo produtores rurais, comerciantes ou ainda indústrias, todos estão sempre em busca de alternativas para reduzirem seus custos energéticos, que consequentemente podem investir mais em qualidade de vida, no caso dos consumidores residenciais ou investir no aumento da produção e geração de empregos, no caso dos consumidores empresariais. A demanda de energia elétrica é muito alta, dessa maneira, a energia solar fotovoltaica é uma das alternativas encontradas para gerar economia”, complementa Júnior Almeida, gerente comercial da INNTAG.

De acordo com Júnior, a economia pode atingir 80%, podendo variar de acordo com o consumo e do perfil do cliente. “Só não atinge os 100% de economia porque tem uma faixa onde a geração energética solar não ocorre, justamente o período noturno, que é quando se faz necessário utilizar a energia proveniente de outras fontes.,”

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