
Uma esteticista foi presa em flagrante na manhã desta terça-feira (2) durante uma operação da Polícia Civil que investiga crimes contra a saúde pública em Americana. A ação ocorreu em um estabelecimento no Jardim Santana, com apoio da Vigilância Sanitária Municipal.
Segundo a DIG (Delegacia de Investigações Gerais), a mulher foi autuada por falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais.
A prisão faz parte da Operação Medida Certa, que busca combater a comercialização, armazenamento e aplicação irregular de substâncias de uso terapêutico.
Abordagem durante atendimento
De acordo com a polícia, a abordagem ocorreu no momento em que a responsável pelo local estaria prestes a aplicar uma dose do medicamento Mounjaro em uma cliente. A operação foi realizada com base em ordem judicial expedida pelo Juízo das Garantias da 4ª Região Administrativa Judiciária de Piracicaba.
Durante a ação, foram encontrados produtos e insumos utilizados em procedimentos injetáveis, além de documentos e registros de atendimento.
Material apreendido
No estabelecimento, os policiais apreenderam seis canetas aplicadoras de Mounjaro, 89 ampolas de diferentes substâncias, 16 frascos variados, uma bolsa de soro fisiológico, 38 agulhas, nove seringas, 19 caixas e embalagens, além de cadernos com anotações, um celular e um notebook.
Todo o material foi lacrado e será submetido à perícia.
Irregularidades identificadas
A Vigilância Sanitária apontou irregularidades administrativas, já que o local estava registrado para procedimentos estéticos não invasivos, sem autorização para aplicação de medicamentos injetáveis. Também foram encontradas fichas e registros que, segundo a investigação, indicam a realização frequente desse tipo de procedimento.
Investigação em andamento
A esteticista foi levada à sede da DIG de Americana, onde teve a prisão em flagrante formalizada. Ela permanece à disposição da Justiça e deve passar por audiência de custódia.
As investigações continuam para apurar a origem dos produtos, a extensão das atividades e possível envolvimento de outras pessoas.
A Polícia Civil orienta que consumidores verifiquem a qualificação dos profissionais e a procedência dos medicamentos antes de realizar procedimentos.





