quinta-feira, 12 março 2026
MAIS UMA ETAPA

Ex-secretário de Educação de Sumaré é preso na 4ª fase da Operação Coffee Break da Polícia Federal

Investigação apura suspeita de fraudes em licitações da Secretaria de Educação de Sumaré entre 2021 e 2025
Por
Guilherme Pierangeli
Operação aconteceu em cinco cidades. Foto: Reprodução/PF

A Polícia Federal deflagrou na quinta-feira (12) a quarta fase da Operação Coffee Break, que investiga suspeitas de fraudes em licitações públicas envolvendo agentes públicos e empresários. A ação cumpre 10 mandados de busca e apreensão, um mandado de prisão preventiva e medidas cautelares determinadas pela Justiça.

As diligências ocorrem nos municípios de Campinas, Jundiaí, Americana, Itu e Sumaré, no interior de São Paulo. Também foram determinadas medidas como afastamento de funções públicas, bloqueio de bens e a instalação de monitoramento eletrônico em uma investigada.

A operação tem como foco contratos ligados à Secretaria de Educação de Sumaré entre os anos de 2021 e 2025. A investigação apura a possível manipulação de processos licitatórios e a prática de lavagem de dinheiro para ocultar valores desviados de recursos públicos.

Prisões e medidas cautelares
Durante a operação, foi cumprido um mandado de prisão preventiva contra José Aparecido Ribeiro Marin, ex-secretário de Educação de Sumaré.

Entre as medidas cautelares determinadas pela Justiça está a instalação de tornozeleira eletrônica na secretária de Finanças de Itu, Monis Marcia Soares.

Além das medidas pessoais, a Justiça autorizou bloqueio de bens e outras medidas patrimoniais relacionadas aos investigados.

Crimes investigados
De acordo com a Polícia Federal, os investigados podem responder por corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitação, lavagem de dinheiro, contratação direta ilegal e organização criminosa.

Somadas, as penas previstas para esses crimes podem chegar a até 60 anos de prisão, conforme a legislação penal.

Origem do nome da operação
O nome da Operação Coffee Break faz referência ao uso da palavra “café” entre os investigados para se referir a pagamentos de propina no contexto das negociações investigadas.

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