sábado, 25 maio 2024
DECISÃO CRIMINAL

Guarda da Gama é condenado por assédio sexual dentro da corporação

A pena foi de um ano de detenção, mas convertida em serviços e uma multa
Por
Henrique Fernandes
Foto: Divulgação/Prefeitura de Americana

Um guarda da Gama de Americana foi condenado por assédio sexual contra uma patrulheira em processo que corre em segredo de Justiça na 1ª Vara Criminal de Americana, desde o final de 2022 quando surgiu a denúncia. A condenação foi de um ano de detenção em regime aberto, mas a pena foi convertida em serviços comunitários e uma multa. A decisão ainda cabe recurso.

Na época da denúncia, o TODODIA conversou com a vítima que preferiu não se manifestar assim como os seus advogados. Ela está afastada da corporação, diagnosticada com Síndrome de Burnout que é um distúrbio psíquico caracterizado pelo estado de tensão emocional. Ela denunciou que seu superior hierárquico começou os assédios em março de 2022, apalpando seu corpo por três vezes, quando o guarda era subinspetor.

Segundo a vítima, o então subinspetor, disse que teria recebido fotos dela de biquíni e que “se masturbava vendo as fotos”, além de outras situações dentro do ambiente de trabalho da corporação. Durante o processo que foi julgado pelo juiz André Carlos de Oliveira, foram ouvidas oito testemunhas, além da vítima e do réu.

Um processo administrativo foi aberto dentro da Gama, mas foi arquivado. Ainda corre uma ação no MPT (Ministério Público do Trabalho) que pede uma indenização de R$ 300 mil por danos morais à patrulheira e de R$ 150 mil ao seu marido que também trabalha na Gama.

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