Um homem foi condenado a 13 anos e 4 meses de prisão por tentar matar a companheira com golpes de marreta em Cosmópolis. O julgamento foi realizado na última quarta-feira (17), pelo Tribunal do Júri, que reconheceu as qualificadoras de feminicídio, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.
O crime ocorreu em abril de 2024, no bairro Parque Ester. Segundo a denúncia do Ministério Público, a vítima, então com 39 anos, havia acabado de limpar a residência onde passaria a morar com o companheiro e, após concluir os trabalhos, foi dormir.

De acordo com a acusação acolhida pelos jurados, o homem aproveitou o momento em que a mulher descansava para atacá-la com uma marreta de mais de 2,6 quilos. Os golpes atingiram a cabeça da vítima, causando afundamento de crânio, intenso sangramento e lesões graves.
Investigação e fuga
Quando o caso foi registrado pela Polícia Civil, a ocorrência foi tratada como violência doméstica e tentativa de homicídio. A vítima conseguiu informar aos investigadores que o autor das agressões era o próprio companheiro.
Após o ataque, o homem fugiu e deixou a mulher ferida dentro do imóvel. Ela foi encontrada horas depois pelo proprietário da residência e socorrida. O agressor deixou o estado e permaneceu foragido até ser localizado posteriormente, após ser preso por outro crime.
Sequelas permanentes
Durante o julgamento, os jurados consideraram a gravidade da agressão, o fato de a vítima estar dormindo no momento do ataque e o contexto de violência doméstica.
Na sentença, o juiz destacou a elevada culpabilidade do réu e as consequências deixadas pelo crime. A vítima ficou com sequelas permanentes, incluindo a perda da visão de um dos olhos e danos físicos irreversíveis.
Esses fatores contribuíram para que a pena fosse fixada acima do mínimo previsto em lei.

Execução da pena
O condenado já estava preso e teve a execução imediata da pena determinada em plenário. Ele deverá cumprir a sentença em regime inicial fechado.
A denúncia foi apresentada pela promotora de Justiça Francielle Armidoro Rabelo, e a acusação no julgamento foi conduzida pelo promotor Danilo Roberto Mendes.





