quarta-feira, 16 setembro 2026

Homem preso com acervo nazista em Cordeirópolis era investigado há um mês pela polícia

Material era vendido pela internet e será analisado pela investigação como crime de apologia ao nazismo

O homem de 27 anos, preso na sexta-feira (25) em Cordeirópolis, era investigado há um mês pela Polícia Civil. Em sua casa foram apreendidos centenas de materiais, munições e explosivos, que eram vendidos pela internet. Ele está preso preventivamente e será investigado pelo crime de apologia ao nazismo.

A ação foi realizada por equipes da Delegacia de Cordeirópolis e Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Limeira. A Polícia Civil chegou na casa do jovem, na Vila Pinheiro, para cumprir um mandado de busca e apreensão após uma denúncia.

Por conta da quantidade de materiais que fazem apologia ao nazismo, o rapaz foi preso em flagrante. Entre os itens encontrados, estavam em um depósito, armas, munições, bandeiras, cilindros de gás e livros.

“A investigação partiu de denúncias, nós confirmamos alguns dados, e aí solicitamos um mandado de busca e apreensão”, explica o delegado Leonardo Burguer.

O suspeito vendia o material pela internet e segundo o delegado, para que o site não fosse retirado do ar, ele cobria os objetos que possuem símbolos nazistas, como a suástica.

“Pra polícia, tudo chamou a atenção. Todos os artigos nazistas, talheres, insígnias, uniformes, todos eles com a cruz suástica, o que a nossa legislação proíbe quando há fins de divulgação do nazismo”, completa.

O material apreendido será periciado e investigado se houve apologia da ideologia nazista.

“Ele alegou que ele é um grande admirador desses artefatos históricos, apesar dele comercializar, e nega que de fato seja nazista ou que nutra sentimento por essa ideologia. O judiciário, de maneira aprofundada, vai aprofundar se há o crime de racismo, se de fato isso promove o racismo e o antissemitismo dentro do nosso Brasil”, explica Burguer.

Segundo a defesa do jovem, o material apreendido não constitui risco, visto que estava no interior da casa, junto com demais itens de coleção não apreendidos.

Ele disse ainda que as armas que foram apreendidas pela polícia não estavam municiadas e eram inoperantes, que o jovem nunca fez apologia do nazismo nem professou qualquer doutrina semelhante, e que “o exagero policial não será confirmado pela justiça”, disse a defesa. 

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